quinta-feira, setembro 09, 2010

Memórias de Nyíregyháza! Ai, que saudades...

Foi um grande privilégio participar no Festival da Alegria ou Vidor Fézstival, e poder levar o Fado para uma plateia com mais de 3000 pessoas...
(A programação estava prevista para que os concertos se realizassem ao ar livre mas aconteceram algumas complicações climáticas e nesse dia os concertos aconteceram no Pavilhão Multiusos da cidade!)
"Quando cantou pela primeira vez no nosso país, Joana Amendoeira era ainda uma promessa, uma jovem fadista com grandes potencialidades. Hoje é uma estrela internacional. Entre os músicos convidados para actuarem no Vidor Fezstival, poucos eram tão conhecidos e famosos como ela (...)".
Outros artigos:





















A alegria de ter a família junto de nós...Muito obrigada...eternamente...



Obrigada Padrinho por seres um grande poeta e um grande dinamizador ( o maior!!) de cada uma destas aventuras!





Muito obrigada Vidor Fézstival! Muito obrigada Nyíregyháza!

Até breve!!

Sobre o concerto de Budapeste...

Queridos amigos,
nesta mensagem quero deixar o meu profundo agradecimento a todos quantos se interessam pela nossa cultura, na Hungria, num país aparentemente distante mas na realidade muito conhecedor e interessado em nós...
Obrigada a todos os que escreveram sobre nós, anunciando ou falando sobre as sensasões e opiniões sobre tudo o que demos neste concerto!
Tive a sorte de ter algumas traduções que gostaria de partilhar convosco:
in Estihirlap,
Como se estivesse de novo em casa
Sucesso estrondoso de Joana Amendoeira uma das vozes de maior destaque da nova geração de fadistas, aplaudida de pé pelo público de Budapeste.
A diva de 28 anos tem vários elos de ligação com a Hungria. Ela própria afirma considerar a sua segunda casa. O seu primeiro concerto, apenas com 16 anos foi em Budapeste e desde então já actuou várias vezes em Budapeste e noutras cidades. No concerto"jubileu" de Zorán cantou uma canção em húngaro, Presser Gábor compos um especial "fado húngaro" para ela. Joana Amendoeira gostaria de se apresentar em mais cidades húngaras e está a praparar uma versão especial do seu álbum recentemente editado " Sétimo Fado".
e
in Magyar Hirlap,
A Amendoeira e músicas húngaras
Concerto. Ambiente junto ao Tejo com Joana Amendoeira
O fado é uma arma de dois gumes, doce-melancolico e português, se há melancolia e tristeza em demasia o concerto pode tornar-se monótono, se tiver novas músicas em excesso e se quase não se escutam alguns dos fados clássicos interpretados em concertos anteriores. Será que o público consegue tocar nesta forma extraordinária de sentir, que vem dos cantos e das danças dos escravos negros do Brasil dos séculos XVII-XVIII, das tradições seculares dos trovadores e do bel-canto? Se se consegue o equilíbrio, percebe-se a alma portuguesa, através da saudade e então no fado está lá tudo, o amor, a despedida, a cidade, as dificuldades do povo.
Devemos confessar que no início tivemos algum receio, pois pareceu ser um arranque difícil, como se a Joana Amendoeira e os seus músicos estivessem demasiadamente tensos. Depois a partir da terceira música a tensão desapareceu e foi a vez do verdadeiro fado.
Na música da Amália Rodrigues, ficou bem claro que nesta moça (ainda só tem 28 anos) há muito mais do que nós podemos ver em um-dois clips. Sim: foi num fado clássico que surgiu à vista de todos. ela já nasceu fadista (...)e não faz mal nenhum que o fado tradicional seja acompanhado por duas guitarras portuguesa e acústica, mas se temos aqui um pianista tão bom-Filipe Raposo-, e um baixo-Paulo Paz-, e ainda bem. Claro que não podia faltar a guitarra portuguesa, com o Pedro Amendoeira, irmão e a viola de fado com Pedro Pinhal. a surpresa foi o cello electrónico com o Davide Zaccaria que tão bem se integrou no fado.
As novas músicas, recentemente lançadas no novo álbum "Sétimo Fado", com tratamento musical muito interessante, são diferentes do fado clássico, mas são músicas muito boas. Ao lado do improviso do piano, do baixo, lá estava a guitarra portuguesa, para assistirmos a um concerto de fado autêntico.
A surpresa foi a canção de Zorán, "Az Unnep", que cantou sózinha, é verdade que às vezes não entendemos, mas outras cantou perfeito em húngaro, sem um erro- E é tão bom, tão bom ouvir esta música pela voz da Joana, com os condimentos do fado português. Até Presser Gábor escreveu a música de um fado húngaro, com palavras de um letrista português.
Na perfeição, a recriação do ambiente junto ao Tejo. Ñós vimos os eléctricos pelas ruas de Lisboa dos anos 80, Alfama com as suas casas de Fado, sentimos o perfume do mar.
A outra oferta, foi a música de Koncz Zsuzsa, "Serei Jardineiro", que Joana aprendeu no dia anterior. Lutou um pouco com o idioma húngaro, mas foi tão autêntico, uma interpretação maravilhosa. De referir que o nome de família da cantora-Amendoeira- segundo a tradição bíblica significa a presença de Deus e simboliza a sua compaixão.
Na verdade a voz e a música da Joana Amendoeira conseguiram despertar emoções transcendentais nos espectadores..."
Artigos publicados:


Memórias de Budapeste! Ai, que saudades...

BUDAPEST
Queridos amigos,
aqui vos deixo a "reportagem" fotográfica da nossa última viagem à Hungria, onde tivemos a honra e a alegria de actuar em Budapeste e Nyirégyháza, nos passados dias 29 e 30 de Agosto. Cada ano que passa, cresce a magia e o intercâmbio de emoções e de almas com o público húngaro, no país onde cantei pela primeira vez internacionalmente, aos 16 anos.
É sempre muito especial, mas este ano, superou mesmo muito qualquer expectativa...foi realmente inesquecível...
OBRIGADA HUNGRIA!
"KOSZONOM"
Na véspera do concerto ainda conseguimos dar o passeio "obrigatório" ao Castelo, onde a vista é simplesmente maravilhosa!
Eu e o meu maninho Miguel!




Momentos do ensaio, no Teatrum do Millenáris Park!
A Nosso Fado aqui em grande produção...eheh, teremos muitas surpresas em breve...





Momento de grande felicidade após o concerto bem espelhada nos rostos destas duas priminhas...

quarta-feira, setembro 08, 2010

Ainda sobre o "Sétimo Fado"...

Queridos amigos,
aqui vou partilhando algumas reportagens que têm vindo a ser publicadas e que envolvem o "Sétimo Fado" e os concertos onde "damos asas" a cada fado deste disco, que tanto amo...



terça-feira, setembro 07, 2010

Sobre o "Sétimo Fado"...




Sexta-feira, 16 de Julho de 2010


Sétimo trabalho de Joana Amendoeira, “Sétimo fado” é seguramente o melhor disco da ainda curta mas interessante discografia da fadista. Depois de ter recebido o prémio Amália para melhor disco com o anterior “Joana Amendoeira & Mar Ensemble", a cantora dá-nos agora um disco multifacetado que sem abandonar o fado visita ainda a música ligeira, a música popular portuguesa e algumas marchas. Hélder Moutinho, Amélia Muge, João Monge, Bernardo Sassetti ou Fernando Girão são alguns dos nomes que assinam as canções aqui presentes e o resultado é um disco forte, coeso e homogéneo em que o carisma interpretativo da cantora sobressai naturalmente, 9/10.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Memórias do Festival Internacional de Música de Sion, na Suiça!

Este ano tivemos o privilégio de ser convidados para levar a nossa língua e a expressão musical que melhor define a alma portuguesa ao Festival Internacional de Música Clássica de Sion, na Suiça, no passado dia 21 de Agosto.
Fomos recebidos numa linda cidade do Vallais, rodeada de uma beleza paisagistica única, onde a língua portuguesa se ouve quando menos se espera...
No concerto, onde levámos o nosso "Sétimo Fado", com a formação musical completa pelo Filipe Raposo, o Pedro Amendoeira, o Pedro Pinhal, o Davide Zaccaria e o Paulo Paz, vivemos a experiência de encontrar na Salle de Matze, um público extremamente respeitador, atento e muito emotivo!
Muito obrigada a todos os portugueses que, apesar de não serem tantos quanto se poderia esperar, devido ao período típico de férias em Portugal, fizeram muitos quilómetros para nos ir ver... Ficámos muito felizes com a presença de todos...
Muito obrigada a toda a organização pelo convite e por toda a amabilidade e hospitalidade! Vamos ter saudades...
Até breve!!








Regresso a Barcelona...

O nosso regresso a Barcelona, depois de 2004, foi uma vez mais à Caixa Forum, mas desta vez no exterior, no Pateo Inglés, nas "Nits d'Estiu"! Espaço este que se mostrou pequeno e não comportou todas as pessoas que, logo às 20 horas, cobriam todos os espaços livres, nos muros, nas escadas laterais do edifício e para além de toda a plateia...fomos muito bem acolhidos por um público que realmente conhece e adora Fado e esperamos voltar para nos apresentarmos com a formação do "Sétimo Fado"! Muito obrigada também aos nossos compatriotas que bem cantavam no muro ao cimo do palco :) !





domingo, setembro 05, 2010

"Ecos" do Festival dos Oceanos, no Portal do Fado.

In, www. Portal do Fado.net, 12 de Agosto de 2010,
O "sétimo fado" de Joana Amendoeira

Ao Vivo
Um êxito que não se concede facilmente; está reservado a uma pequena minoria que o obtém somente após uma luta coroada de esforço, inteligência, valentia, determinação e talento.

O sete é um número cabalístico que busca os significados ocultos da vida. São sete os pecados capitais e as virtudes, os dias da semana e as notas musicais, bem como as cores do arco-íris, o número das colinas de Roma e de Lisboa; sete foram as palavras proferidas por Cristo crucificado e são também sete as artes e os sábios da Grécia. Sete anjos com sete trombetas anunciarão o dia do Juízo Final.

Sete maravilhas tem o mundo e sete são os mares da Antiguidade, os dias da Criação e os braços do candelabro judeu. É, afinal, o número de Deus, o número da perfeição. Foi este o número que Joana Amendoeira escolheu para nomear o seu sétimo álbum, “Sétimo Fado”, composto por dezassete temas. Apresentado no CCB no passado mês de Abril, foi, naturalmente, o destaque do seu repertório no concerto que aconteceu na passada segunda-feira na Praça do Município em Lisboa, inserido no Festival dos Oceanos. Do professor Ruy Nery, figura incontornável para quem quer mergulhar a fundo no mundo do fado, chega-nos a ideia de que “o fado está vivo e, consequentemente evolui e cresce, à semelhança de qualquer ser vivo.

E assim se vão imiscuindo fados com marchas e estas com alguma balada, umas vezes acompanhadas da forma tradicional, outras por um quinteto de instrumentos – reminiscência de Mar Ensemble – sem embargo contudo da sua essência fadista. Fado Vianinha: “Todas as Horas São Breves”, talvez o melhor trabalho de Hélder Moutinho. “Fim da Saudade” (F. Cravo) onde a guitarra de Pedro Amendoeira brilha con luz propria; “Resposta Fácil” (F Corrido) e “O Nome que Tu me davas” (F. S. Luzia), com letra de João Monge, um dos melhores temas do álbum. A Alegre Marcha: Lisboa no Coração, onde uma discreta percussão faz o contraponto. As Sete Operações, tema divertido e original com letra de Vasco Graça Moura, entre outros.

A sua voz doce e limpa, cheia de nuances, perfeitamente equilibrada, vai acariciando cada verso sem alaridos desnecessários nem os adornos melodramáticos tão em voga hoje em dia. Vai-se tornando mais madura e profunda, ainda que em alguns momentos navegue ao sabor da frescura dos primeiros trabalhos. O seu timbre feminino parece contudo ocultar um nó na garganta, aquela pena-dor-saudade-tristeza e alegria, propriedades intrínsecas do fado. A maturidade profissional de uma artista detentora de um já extenso percurso profissional que sabe escolher os seus temas e tem a consciência exacta dos sentimentos que os poemas que canta encerram. Definitivamente, uma das fadistas mais sólidas e completas da cena actual.

Um álbum completo e variado. Fácil de ouvir pela diversidade e musicalidade, mas que nos merece toda a atenção e empenho na descoberta da emotividade que oculta. De entre os dezassete temas originais, muito cuidados nos mais pequenos detalhes sem nunca se apartar muito das raízes do fado mais puro, um destaque especial para a interessante história de Tiago Torres e musica de Paulo Paz: “Fado de Rosa Maria”, evocadora das crónicas de Pinto Carvalho. “O Teu Olhar é Portugal”, que une Alfama à Ribeira do Porto. “Trago Teu fado Guardado” (composição de P. Parreira, Pedro Pinhal e a própria Joana Amendoeira).

Uma estreia promissora para a fadista como editora e produtora com o trabalho que agora se apresenta. Como sempre, acompanhada por Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, Pedro Pinhal na viola de fado e Paulo Paz no baixo, bem como os mais recentes mas já costumeiros Filipe raposo (piano), Davide Zacarias (violoncelo) aos quais se junta a percussão de João Ferreira. Um grupo muito sólido, fiel e harmonioso. No tarot, o número sete simboliza “O Carro, O Triunfo”. Um êxito que não se concede facilmente; está reservado a uma pequena minoria que o obtém somente após uma luta coroada de esforço, inteligência, valentia, determinação e talento.

Texto e Foto: Javier Gonzalez

Retrospectivas de Agosto...

Os preparativos nos ensaios da tarde do concerto, no Festival dos Oceanos!
Davide Zaccaria (cello), João Ferreira (percussões) e a Anabela Gaspar (desenho de luz).

Eva Cardoso (assistente produção), Filipe Raposo (piano), Paulo Paz (contrabaixo) e Pedro Pinhal (viola de Fado).

O cenário lindíssimo da Câmara Municipal de Lisboa.

Filipe Raposo (piano).

Vista sobre uma parte da Praça do Munícipio e da forma bem original da plateia criada pelo Festival.

A grande equipa da Nosso Fado, o mano Miguel e a cunhada Sandra Amendoeira e o outro mano Pedro Amendoeira, durante a tarde quente que se fez sentir, no dia 2 de Agosto, em Lisboa.

A foto da noite captada pelo meu querido amigo Javier Guerrero. Muito obrigada!

Meus queridos amigos,

depois do último mês bem preenchido em emoções e vibrações de vários concertos, começo aqui a partilhar convosco as memórias, as retrospectivas e os "ecos" de cada uma das nossas últimas enriquecedoras experiências...
Começo por recordar o Festival dos Oceanos, em Lisboa, onde actuámos no dia 2 de Agosto... foi simplesmente inesquecível a sensação com que ficámos em cima do palco, ao ver a Praça do Munícipio, com um cenário fantástico de iluminação do Festival (e com o desenho de luz para o concerto da Anabela Gaspar, assim como um som de excelência pela equipa "mestre" António pinheiro da Silva e Maria João Castanheira), completamente repleta de uma "moldura humana", que também tanto nos inspirou... e que nos levou a dar tudo o que tinhamos e não tinhamos para dar... este foi dos melhores concertos que já me aconteceram! Obrigada Lisboa...

Muito obrigada a todos os músicos: Bravos!!

Nas Fotogalerias, sob o título "Agosto em Lisboa" em Expresso.pt, encontra-se a sequência de fotos captadas pelo querido amigo Jorge Simão, durante todo o Festival.

sexta-feira, julho 30, 2010

Convite para o Festival dos Oceanos!


Meus queridos amigos,

tenho muitas saudades deste nosso espaço de convívio e de tantas partilhas...

Desculpem-me ter estado tão afastada daqui mas, a par de viagens e concertos, outros acontecimentos familiares não me deixaram tempo para escrever ou publicar novidades ou memórias...vou tentar colmatar as minhas falhas o mais rapidamente possível!

Obrigada por estarem sempre aí...o vosso apoio é tão importante...

Obrigada...


Aqui vos deixo o convite para o nosso concerto da Tour "Sétimo Fado", já na próxima Segunda-Feira, dia 2 de Agosto, pelas 22 horas, na Praça do Município, em Lisboa, integrado no Festival dos Oceanos!

Estou ansiosa por voltar a cantar na cidade dos meus sonhos e do "meu" Fado...sempre LISBOA!


A entrada é livre!