terça-feira, outubro 28, 2008

Artista do Mês no site Alma Humana



Artista do Mês
Joana Amendoeira
Outubro
«Joana Amendoeira é jovem, bonita, portuguesa e representa bem o nosso novo Fado. A fadista arrancou os primeiros grandes aplausos do público e da crítica nacional sensivelmente a meio da década de noventa. Esta sua merecida ascensão foi materializada em 1998 com a edição do seu álbum de estreia, “Olhos Garotos”. A artista também soube estender a sua voz e o seu talento para lá do limite físico do nosso pequeno país. Surgiu o novo milénio e surgiu também em 2000 o segundo álbum de Joana Amendoeira, “Aquela Rua”.
A fadista continuou a actuar por todos os cantos do mundo, levando assim o Fado e a nossa cultura além fronteiras. O regresso aos registos discográficos ocorreu em 2003 com a edição do seu terceiro álbum, o auto-intitulado, “Joana Amendoeira”. Depois de agradecer o Prémio Revelação 2004 atribuído pela Casa da Imprensa, a artista editou em 2005 o seu quarto álbum, “Joana Amendoeira – Ao Vivo em Lisboa”, alusivo ao concerto dado em Novembro de 2004 no Teatro Municipal São Luiz. O seu quinto álbum surgiu no final de 2006 com o título “À Flor da Pele”.
A jovem fadista prepara agora a edição de mais um álbum musical, “Joana Amendoeira & Mar Ensemble”, disco gravado ao vivo na 5ª edição da Festa do Fado, na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, no dia 21 de Junho de 2008. O álbum conta com a presença de Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, Pedro Pinhal na viola de fado, Paulo Paz no contrabaixo e Filipe Raposo no acordeão. O introdução do conceito Mar Ensemble foi introduzida pelos músicos Paulo Moreira, António Barbosa, Paula Pestana, Ricardo Mateus, Maria Rosa, Rui Travasso e Carlos Alberto.
O lançamento de “Joana Amendoeira & Mar Ensemble” está agendado para o próximo dia 27 de Outubro, e terá a assinatura da editora HM Música. »
Joana Amendoeira: [MySpace] [LastFM]

Entrevista com Ana Tomás, no Cotonete!



entrevistas nacionais
Data:15-10-08 Local:Lisboa
Entrevistador: Ana Tomás
«Os fados que eles nos trazem.»
«Em comum têm o fado e o facto de um ser, além de cantor, agente do outro. Falamos de Helder Moutinho e Joana Amendoeira, dois fadistas que se preparam para lançar novos trabalhos, respectivamente.
"Que Fado é Este que Trago" é o título do novo disco de estúdio de Helder Moutinho, com lançamento marcado para Novembro. Dividido em três partes, o seu mais recente álbum propõe uma espécie de viagem sentimental pelos elementos do fado, sem qualquer carácter (ou pretensão) científico, como afiançou na entrevista ao Cotonete.
A forma de sentir o fado, patente nesta divisão que o seu novo trabalho apresenta, é segundo Helder Moutinho algo que não se explica, por isso é difícil apontar uma direcção de futuro ou uma fronteira estilística: «é algo que se sente». Exemplo disso mesmo, é o disco de Joana Amendoeira, que traz o registo do seu concerto com o Mar Ensemble, na Festa do Fado do Castelo de S.Jorge. Apesar do acompanhamento clássico, o fado não deixa de ser o protagonista.
Os seus novos trabalhos e o que é ser fadista, dentro das novas inovações que se introduzem ao género, foram as questões abordadas, numa entrevista conjunta, a estes dois representantes da nova geração do fado.
Fique para ouvir a entrevista na íntegra com Helder Moutinho e Joana Amendoeira. »

Ana Tomás
Para ouvir:

Entrevista na TSF com Mário Dias




Música
Joana Amendoeira lança novo disco
26 OUT 08 às 22:41

Uma das vozes da nova geração do Fado, Joana Amendoeira edita, esta segunda-feira, o sexto álbum de uma carreira discográfica iniciada há dez anos. O lançamento do novo disco foi motivo para a conversa da fadista de Santarém, com Mário Dias.

Entrevista com Ana Vitória ao «Jornal de Notícias»

Cultura
Joana Amendoeira: "Tem mesmo de se viver o fado"
A fadista lança, hoje, um novo trabalho, discográfico e videográfico, em que canta um conjunto de 19 fados acompanhada por um ensemble de 12 músicos

ANA VITÓRIA

Sem se desviar da tradição, Joana Amendoeira deu ao fado um novo brilho. Começou cedo nesta sua paixão. Que se lembre, foi aos seis anos. Agora, surge num trabalho em que, à formação tradicional da guitarra portuguesa e da viola de fado, junta um ensemble.
O CD, que inclui a oferta de DVD, é apresentado hoje, às 18 horas, com um concerto intimista no Teatro São Luiz, em Lisboa. O disco resulta da gravação ao vivo de um espectáculo realizado em 21 de Junho deste ano, na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, em Lisboa, por alturas das festa da cidade. Deste concerto, nasceu o sexto disco da fadista.


«Como surgiu a ideia de juntar um CD e um DVD?
O desafio foi proposto por Helder Moutinho, também ele fadista e meu agente. Aliás, canto três canções dele neste disco, que junta 19 temas. Basicamente, focam os fados que fizeram parte do espectáculo de Junho, em Lisboa. Mas a verdade é que a ideia é muito anterior a isto.
É de quando, então?
Tudo isto aconteceu a partir momento em que, em Novembro do ano passado, fomos convidados para fazer um concerto com a Orquestra do Algarve. Na altura, foram feitos vários arranjos sobre o meu repertório. Depois de o João Godinho ter feito esse trabalho, ficámos com vontade de que as coisas não se resumissem apenas a um concerto. Então, concebemos um espectáculo mais pequeno. Em vez de uma orquestra, criámos um ensemble. Comigo, somos 13 em palco. Ainda bem que não sou supersticiosa.
Quem são os elementos desse novo grupo, com ensemble incluído?
O novo agrupamento é constituído por um quarteto de cordas, um de sopro e um acordeão, a que se junta a formação que tradicionalmente me acompanha. O João Godinho, que fez os arranjos, teve uma grande sensibilidade. Tocámos da mesma forma como se estivéssemos apenas em palco como formação tradicional de quatro elementos. Na verdade, este é um espectáculo muito fadista e isso também se sente no CD/DVD.
Quais são os temas escolhidos para este disco?
Podem ouvir-se fados que fazem parte do meu anterior disco, "À flor da pele", alguns deles com a assinatura de mestre Fontes Rocha, que é, para mim, uma grande uma referência.
Mas há também algumas novidades...
Sim. É verdade. Por exemplo, o Paulo de Carvalho musicou um poema de Agostinho da Silva, "Meu amor que te foste sem te ver", que é um dos meus novos fados preferidos. Depois, escolhi um poema de Vasco Graça Moura, "Era a noite que caía", que canto com a música de um fado tradicional. Outra novidade é um fado com um dos meus primeiros poemas, "Na ilusão de uma saudade", com música de Carlos Manuel Proença. No alinhamento, incluo ainda um fado com letra de José Luís Peixoto, "Amor, o teu nome", e outro com letra de Tiago Torres da Silva, "Saudade por cantar".
Como definiria o seu fado?
Considero-me uma fadista tradicional. Mas penso que é importante trazer novo repertório para o fado. Portanto, sou tradicionalista mas quero também contribuir para a renovação do repertório. Incentivo os músicos a comporem novos temas e a trazer a sua personalidade para o trabalho. Isso é importante.
Começou muito cedo a cantar fado. Hoje, sente que canta de maneira diferente?
Na verdade, comecei a cantar aos seis anos. Tinha 12 quando participei, pela primeira vez, na Grande Noite do Fado de Lisboa. No ano seguinte, voltei e saí vencedora. Aos 16 anos, acabei por gravar o meu primeiro disco, "Olhos Garotos", que foi logo muito bem aceite pela crítica. Mas é claro que, desde então, evoluí. E ainda bem que assim é. O fado que cantava aos 12 anos não é o mesmo que canto agora.
A maturidade é, então, fundamental para o fadista?
A maturidade é importante. Tem mesmo que se viver o fado. É essencial. Aos 12 anos, entusiasmava-me com a melodia. Era o que mais me inspirava e não tanto os poemas. Só que o fado, realmente, vive muito da letra, da palavra. Desde o meu primeiro disco, tenho vindo sempre a aprender, a crescer e a tomar consciência de que dar importância à palavra, ao poema, é o grande objectivo de um fadista. »

Jornal de Notícias, 27 de Outubro de 2008

terça-feira, outubro 14, 2008

LANÇAMENTO NOVO CD (COM OFERTA DE DVD) A 27 DE OUTUBRO

Gravado ao vivo na 5ª edição da Festa do Fado, na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, a 21 de Junho de 2008.
«O Fado é o que lhe vai na alma. E a Alma é como um rio que força a margem para alcançar o talento, o respeito, a verdade e a coragem que se reflectem em todos os versos que canta, todas as palavras que empresta àquilo que no fim se transforma na “sua voz”. A Paixão é o que lhe vai no sangue, incontida, desesperadamente incontornável. Pela música, pelas palavras lusas dos grandes poetas de ontem, de hoje e de amanhã.
O Fado na sua essência, na sua raiz e género musical é tudo em que acredita e de forma alguma poderia considerar menor aquilo que a torna maior.
Nada se desvirtua, nada se dispersa, tudo se transforma quando se acredita incondicionalmente em todos os momentos áureos da arte que nos perseguem e abraçam como condição.
Joana Amendoeira é uma fadista de raiz, incondicionalmente uma fadista. Hoje e sempre. E até quando se lança numa aventura forçada pela sua Paixão, consegue ser uma fadista quando, num burburinho, fervilha a água mais pura e mais cristalina. Como quando dois rios se encontram e nesse momento se fundem. Um rio é a “Alma” o outro a “Paixão”.
A Confluência entre a Alma e a Paixão…
Em Portimão, no mês de Novembro de 2007, Joana Amendoeira (voz), Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola de fado), Paulo Paz (contrabaixo) e Filipe Raposo (acordeão) encontraram-se numa reflexão em redor do repertório da fadista para uma actuação com a Orquestra do Algarve. O resultado foi um dos espectáculos mais emblemáticos da história da sua vida.Como não seria possível deixar em branco uma noite tão memorável como esta, surgiu a ideia de criar um ensemble para se juntar à voz de Joana Amendoeira e ao seu quarteto, formando assim um espectáculo com arranjos de João Godinho, que viria a estrear na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, em Lisboa, no âmbito da Festa do Fado, em Junho de 2008.
Deste espectáculo surgiu o sexto disco da fadista, desta vez gravado e filmado para se tornar num disco ao vivo com oferta de DVD.
O Mar Ensemble, criado especificamente para este espectáculo, com a direcção de Paulo Moreira (violoncelo), conta ainda com a presença de António Barbosa (primeiro violino), Paula Pestana (segundo violino), Ricardo Mateus (viola d’arco), Maria Rosa (flauta), Rui Travasso (clarinete), Carlos Alberto (trompete) e João Carlos (trompa). Filipe Raposo, um dos mais conceituados músicos da actualidade, junta o seu acordeão ao trio de fado que desde sempre tem vindo a acompanhar a fadista pelos quatro cantos do mundo.»
Hélder Moutinho
Foto de Capa: José Frade
Artwork: Rui Garrido
Edição: HM Música
NOTÍCIAS PUBLICADAS:
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quarta-feira, outubro 08, 2008

Retrospectivas: 16 de Agosto em Palma de Maiorca!

Queridos amigos,
aqui vos deixo algumas imagens capturadas no fabuloso Castell de Bellver, em Palma de Maiorca, no passado dia 16 de Agosto!
Nesta noite houve um extraordinário ambiente, que se tornou ainda mais especial devido ao eclipse lunar que aconteceu mesmo durante o concerto!





Aqui vos deixo também o texto publicado no blogue de Miguel Ángel Payeras- Blogosofía-, no dia seguinte ao concerto:

«El fado se llama Joana Amendoeira

Ayer tuve el privilegio de organizar con Deacorde el concierto de Joana Amendoeira en el Castell de Bellver en Palma de Mallorca.
Para empezar, lleno hasta la bandera. Tres ingredientes lo hicieron posible, aunque no sé en qué intensidad cada uno.
En primer lugar, el entorno, que es impresionante. Un concierto en un castillo como el de Bellver, de planta circular, a cielo abierto y con muros de más seis siglos, te pone en situación. Además, tuvimos durante la actuación un eclipse de luna, que se pudo ver a la perfección desde el patio. Música, patrimonio y astronomía… quizás dé para un ciclo.
En segundo lugar, parece que el fado, como estilo musical, tiene un cierto tirón mediático. Música, de alguna manera urbana, pero que llega al corazón de quién la escucha.
La propia artista, Joana Amendoeira, con un espectáculo muy visual y una voz espectacular que encandiló a todos.
Al final, todo esto hizo que más de 500 personas difrutáramos de lo lindo.
Y en la parte personal, Joana y su banda (Paulo, Pedro, otro Pedro y Luis) son una gente de lo más amable. Fue muy agradable compartir con ellos y con Carlos (de El Cohete Internacional) todo el fin de semana. Existe la dificultad del idioma, pero se solventa con un poco de paciencia y ganas de aprender.
En la página del concierto de Joana en Deacorde iremos pondiendo toda la información posterior, sobre todo alguna de las fotos que nos hizo Toni Bosch.»
Sítio do blogue: