sexta-feira, junho 07, 2013

Datas em Sao Paulo, em Junho de 2013!

Queridos amigos, ja estamos em contagem decrescente para as nossas apresentacoes em Sao Paulo! 

Estou muito feliz por regressar novamente a Barueri e Alphaville e tambem muito entusiasmada por ter a oportunidade de conhecer novos palcos na cidade de Sao Paulo! 
Aqui vos deixo a agenda para quem estiver por perto e queira partilhar estes momentos connosco! Sera uma enorme felicidade encontra-los!!
Beijinhos...

AGENDA:
19 JUNHO: QUINTA DO MARQUES KM 57
21 JUNHO: CONSULADO PORTUGUES
PRACA OIAPOQUE-ALPHAVILLE
22 JUNHO: TEATRO MUNICIPAL DE BARUERI
25 JUNHO:SHOPPING PLAZA SUL
27 JUNHO: CASA DE PORTUGAL-SAO PAULO
28 JUNHO:BUFFET APOGEO-ALPHAVILLE

A caminho de Sao Paulo...

segunda-feira, março 25, 2013

Reportagem na Revista Caras. Março 2013.




Ler artigo completo:
http://caras.sapo.pt/carastv/2013/03/25/nos-bastidores-de-uma-producao-com-joana-amendoeira

Rumo ao Sul e à partilha de uma alma gémea...o Fado e a Morna..no Kriol Jazz Festival 2013!

Cabo Verde / Portugal - No palco: 13 abr 2013

O encontro de duas vozes excecionais : a morna encontra-se com o fado, e Cabo Verde com Portugal.

Nancy Vieira elege a mais tradicional sonoridade da música de Cabo Verde como base do seu caminho musical e reúne em No Amá todos os fatores capazes de delinear com sucesso o percurso desse caminho.
Da melancolia e saudade da morna à alegria da coladeira que caracterizam o povo cabo-verdiano, a voz doce e melodiosa de Nancy surge sob os límpidos arranjos como que em homenagem à forma de tocar natural e típica das serenatas e tocatinas de outros tempos.

Em palco, Nancy Vieira transmite uma enorme espontaneidade e o sentimento de uma voz doce, mas firme e grave. Os seus olhos expressivos demonstram uma entrega total.


Joana Amendoeira é considerada uma das mais importantes fadistas da "Nova Geração".
No seu cantar, o fado ganha novo fulgor, nova atitude, sem se desviar da tradição.


Dentro e fora de Portugal, a fadista é reconhecida pela sua raiz clássica mas também pela procura de novas linguagens musicais.
Joana tem como missão cuidar e preservar as tradições da sua terra, desafio que acredita ser uma descoberta que enriquece a alma e o coração.

sexta-feira, março 15, 2013

Reportagem «FIM-DE-SEMANA PERFEITO», na Revista UP, da TAP Portugal (Jan.2013).



Pedimos emprestada às noites de Lisboa a fadista Joana Amendoeira e levámo-la a caminhar pela revigorante Rota Vicentina. Entre falésias imponentes, ondas poderosas e alguma bicharada, encontrámos o rasto da maior diva do fado, Amália Rodrigues.


Sapatos são tema querido às mulheres, mas aqui o calçado é outro. Vejamos. Chegamos à noitinha à Zambujeira do Mar, na costa alentejana, para um fim de semana de caminhadas. Ainda mal atacámos a salada de lapas com que o restaurante O Sacas nos recebe, quando surge a pergunta: “Trouxeram as botas de caminhada?” De mapa da novíssima Rota Vicentina na mão, Marta Cabral, 37 anos, enérgica diretora executiva do projeto de desenvolvimento sustentado Casas Brancas, certifica-se de que está tudo a postos. A fadista Joana Amendoeira, 30 anos, confirma. E sem mais que nos detenha arrancamos para uma dourada e um linguado grelhados vindos do Porto de Pesca Artesanal, mesmo ali ao lado.


Peixe fresquíssimo todo o ano é apenas um dos privilégios reservados a quem troca Lisboa pela paz do sudoeste. Para gente mais agitada, o isolamento e a tranquilidade talvez fossem demais. Para Marta, nascida e criada na capital, é o paraíso. Mesmo no inverno. “Tenho filhos, família. Na pior das hipóteses, está a chover e ficamos em casa, junto à salamandra, a ouvir os passarinhos lá fora.”

As rotas pedonais são a grande aposta da Casas Brancas para dinamizar a região fora da loucura da época alta. Os 340 quilómetros de trilhos e caminhos já estão sinalizados. Associaram-se cerca de 100 empresas, de alojamentos a restaurantes. Falta consolidar o apoio da população local. Ou seja, pastores, taxistas, todos aqueles que possam cruzar-se com os caminhantes. “O Sacas, por exemplo, tem-nos ajudado imenso com a comunidade de pescadores”, explica Marta.
Na cozinha está a bem-disposta Ti Ana, 61 anos. No país gastrónomo já muitos ouviram falar dela, a cozinheira que sonha com os pratos. “Isto é uma cozinha simples”, avisa ao entrarmos. “E isto é só uma velha”, comenta ao ver a objetiva do fotógrafo apontada para ela. O bife de pampo é o seu maior orgulho. “Costumava aparecer na lota um peixe que pouca gente conhecia”, explica. “Eu pensava, ‘isto tem de ser muito bom porque é muito carnudo’. Uma vez deitei-me e decidi, ‘vou pensar num prato’. Acordei, tirei-lhe a pele, as espinhas, e fiz um bife.”
Assistem em silêncio a filha, Sílvia, de 37 anos, que a ajuda na cozinha, e o marido, o verdadeiro Sacas, responsável pela grelha. “Ele fica muito contente quando dizem que o peixe está bem feito”, traduz Ti Ana. O sorriso tímido do antigo pescador mantém-se à distância. Percebemos depois que aquela cozinha é perigosa. Primeiro chegam os fritos de batata-doce, depois os licores para empurrar. Menta, clementina, eucalipto, medronho. Tudo caseiro, tudo sonhado. Joana Amendoeira já não sabe como segurar o terceiro copo. Ti Ana prossegue: “Agora sonhei que tenho de fazer de ‘ortigas’.”

Vale do silêncio
Se acabou o liceu sem perceber bem o que é um oximoro, é só ir à Quinta do Chocalhinho, perto de Odemira. Por lá, de manhã cedo, o silêncio é realmente ensurdecedor – como o amor de Camões era um contentamento descontente. Talvez seja coisa de gente da cidade, habituada ao ruído de fundo. De véspera só tínhamos chegado a tempo de apreciar um céu de lua nova, cristalino catálogo astronómico. Agora, o dia rompe glorioso. Enquanto o ar fresco nos espicaça as vias respiratórias, olhamos à volta, vemos as oliveiras, os sobreiros, os burros lá em baixo, e congratulamo-nos: estamos no meio do nada.
Há quatro anos que Margarida e Luís Freitas abriram este acolhedor agroturismo. A propriedade pertencia ao avô de Luís e foi aqui que o juiz aposentado passou a infância. Depois de muitas voltas no mundo, dos Açores a Macau, decidiram reabilitar as casas pré-existentes com um toque do oriente e conforto contemporâneo.
A hospitalidade começa no abundante pequeno-almoço: pão alentejano, compotas caseiras, um requeijão divinal – di-vi-nal – da Queijaria do Mira, ovos biológicos e até pão-de-ló acabado de fazer. Em fundo, ouve-se fado e Joana Amendoeira vai identificando. Tem uma coleção de mais de mil CDs. Este é “Um Violino no Fado”, cantarola. “Olha, olha, uma surpresa. Puseram um dos meus discos.” Luís Freitas entra sorridente pela sala: “Como vê, já há muito tempo que tinha chegado à Quinta do Chocalhinho”.

Trilho dos pescadores
Se não nos tivessem dito que Rudolfo era suíço, talvez não acreditássemos. De rabo de cavalo grisalho e boné, o Presidente da Associação Casas Brancas, Rudolf Müller, 50 anos, e a mulher, Angélica, uma brasileira de 36, recebem-nos junto à capela da Zambujeira do Mar, de frente para umas ondas perfeitas. O plano é caminharmos para sul, pelos estreitos trilhos dos pescadores, mas antes vem a questão da praxe: “Só tens essas botas?”. O simpático guia aponta para as botas rasas de camurça e adverte Joana, “Não vão sobreviver à caminhada. Ali junto à casa da Amália está tudo cheio de lama.”
O refúgio da maior diva do fado português é a cenoura que acenámos à jovem fadista. Para ela, mais habituada às horas tardias do fado, tudo isto é novo: a Costa Alentejana e Vicentina, as caminhadas, o preciosismo em relação ao calçado. Ao passarmos pela praia dos Alteirinhos, Rudolfo comenta que “é uma das mais bonitas” – e onde vem pescar à linha. Maravilhamo-nos com as falésias e outras formações rochosas, o mar poderoso lá em baixo, a vegetação rasteira. A flor mais emblemática é a Armeria pungens, ou cravo-das-areias. Ao longe plana um falcão peregrino. Poucas horas depois, na Praia do Carvalhal, avistamos um peneireiro.
Já em quatro rodas, chegamos ao Brejão, destino de férias de Amália Rodrigues. Recebe-nos António Pacheco, da Casa da Seiceira. É neto de Augusta Maria, a mulher que vendeu a propriedade à fadista. “Ela viu aquilo e ficou logo encantada”, conta. Não conseguimos autorização para visitar a casa, mas contornámo-la. O caminho passa junto a um regato, está de facto cheio de lama e as botas de Joana não sobrevivem.
Vale a pena o sacrifício. Saímos de entre a vegetação e deparamo-nos com a mesma vista que Amália teria do jardim: esplêndida, sobre o mar. Joana recorda a sua diva. “A inteligência, a intuição, a coragem”, elogia. “Ainda consegui um autógrafo dela num livro de poesia: ‘Com um beijinho da Amália’. Não lhe consegui dizer nada.”

Só mais um esforço
Joana acorda no dia seguinte com as pernas doridas. Nem queremos imaginar o que teria sido sem a massagem de alongamento da Stress Free Zone ao final da tarde. Ainda assim, mantém o fair-play. Mesmo que, como comenta, para ajudar à recuperação lhe esteja reservado o dobro da distância da véspera. Entretanto, a conversa sobre calçado já se tornou uma piada. Antes da partida, a fadista mostra a Rudolfo os ténis brancos. Ele aprova mas não resiste: “Se não estiverem muito brancos no fim, peço desculpa.”
Partimos da Quinta do Chocalhinho e avançamos pelo caminho histórico. A parte interior da Rota Vicentina compensa em tranquilidade o dramatismo do trilho dos pescadores. Ao longo da Ribeira do Torgal, à sombra de choupos, carvalhos e freixos, dirigimo-nos para o Pego das Pias. Passamos por medronheiros, interrompemos a refeição a uma planta carnívora – uma Drosophyllum lusitanicum entretida com um gafanhoto –, cruzamo-nos com simpáticos porcos pretos e visitamos o senhor André da bicicleta, um ancião de 79 anos que agradece na despedida “hoje já vou ter um dia um bocadinho melhor”.
Depois do almoço junto à água, não apetece deixar o Pego. Que boa sesta que se dormia aqui. Só que ainda temos na agenda mais uma provação para a nossa fadista e fica a uns bons quilómetros de distância.
Apesar de ribatejana, Joana Amendoeira nunca andou a cavalo. Até tem algum receio. Se calhar não era para dizer. Ninguém resiste aos lusitanos da Quinta do Pessegueiro, em Porto Covo, e quando damos por isso já ela está em cima de um branco, o lindo Quasimodo – outro oximoro. “Se se sentir muito nervosa, cante. Eles adoram fado”, anima-a a dona da herdade, Cláudia Castanheira. Joana sorri, como sempre, respira fundo e confessa, “Já estou a transpirar”.
Regressamos sãos e salvos de um passeio de 45 minutos pela belíssima praia da Ilha do Pessegueiro. Num céu rosado, o sol põe-se sobre o mar. Joana volta a sorrir, mas de alívio. Está na hora de regressar ao habitat natural. A casa de fados Sr. Vinho, em Lisboa, espera por ela. Sem ténis, sem lama, sem trilhos nem cavalos à vista, esta noite volta a cantar o fado.

por Joana Stichini Vilela

sexta-feira, novembro 23, 2012

Concertos de Novembro, em Atenas.

Joana Amendoeira atua de quinta-feira a domingo no Half Note em Atenas

A fadista Joana Amendoeira atua a partir de quinta-feira e até domingo, 22 a 25 de Novembro, no Half Note Jazz Club de Atenas, com o guitarrista Pedro Amendoeira e o grupo grego Minor Keys In F

Em declarações à Lusa, a fadista afirmou que irá interpretar um tema em grego e que o alinhamento dos espetáculos será “fortemente baseado” no álbum editado recentemente, “Amor mais perfeito”.

“Amor mais perfeito”, editado pela CNM, é uma homenagem da fadista ao compositor e guitarrista José Fontes Rocha, falecido em agosto passado, aos 85 anos, e autor, entre outros, do "Fado Isabel". “Com o Fontes [Rocha] aprendi bastante, nomeadamente o sentido de ouvir os músicos, e mudei muito a minha musicalidade”, disse a fadista. “Ele sabia ensinar e nós os dois conversávamos muito”, acrescentou Joana Amendoeira, que durante nove anos conviveu de perto com o músico no Clube de Fado.

Referindo-se ao álbum, Joana Amendoeira afirmou: “Estava pensado há dois anos e estávamos a trabalhar nele, mas a morte surpreendeu-nos, mas não interrompeu a intenção e a vontade de o fazer, desta feita em forma de homenagem”

José Fontes Rocha compôs para a intérprete o "Fado Joana", com o qual abre o CD com uma letra de Helder Moutinho, “Plantei um cravo à janela”.

No total, o álbum integra 13 fados, todos compostos por Fontes Rocha com letras de diferentes autores, de David Mourão-Ferreira a Mário Raínho ou Vasco de Lima de Couto, refletindo diferentes reportórios, nomeadamente de Amália Rodrigues, Maria da Fé e Maria Armanda, além do da própria de Joana Amendoeira.

De Amália, de quem Fontes Rocha foi acompanhador durante mais de duas décadas, Joana interpreta “Lavava no rio lavava” e “Anda o sol na minha rua”.

De Maria Armanda, a fadista gravou “Teu nome simplesmente” e “Loucos” e de Maria da Fé “O que é que eu digo à saudade”, “Meu país” e “Senhora do Tejo”, os três de autoria de José Luís Gordo e resultado de um parceria que letrista e compositor mantiveram durante anos.

Referindo-se aos temas que integram o CD, Joana Amendoeira afirmou que foi necessário escolher tendo em conta as suas características e voz. “Nem todo o fado fica bem na nossa voz e temos de ter essa perceção para valorizar a letra, a música e a nossa própria prestação”, disse a artista, que assumiu neste álbum a produção.

O disco, que a fadista apresentará “parcialmente” na Grécia, inclui ainda “Eu quis demais”, de Fernando Farinha, com a qual José fontes Rocha se estreou como compositor.

Referindo-se à sua forma de compor, Joana Amendoeira afirmou que “fruto de ouvir muita outra música que não fado, nomeadamente a clássica e o jazz, trouxe para o fado outras aragens musicais”.

O clube Half Note, na cpital grega, é já um cenário habitual de fado, tendo atuado neste espaço outros fadistas, nomeadamente, Hélder Moutinho, Cristina Branco, e Sílvia Filipe.

(Lusa)

domingo, novembro 11, 2012

Fadistas de diferentes gerações juntam-se em concerto gratuito no Teatro Tivoli

O espetáculo "Gerações do Fado", agendado para 18 de novembro, tem como fio condutor o jovem guitarrista Ângelo Freire, que convida fadistas de diferentes gerações a partilharem com ele o palco.



Carlos do Carmo, Joana Amendoeira, Cuca Roseta, Celeste Rodrigues, Fernando Alvim e Marco Rodrigues são os nomes que vão partilhar o palco com o guitarrista.



"Gerações do Fado" pretende assinalar o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo. Concebido especificamente para este evento, o espetáculo, que se realiza a 18 de novembro no Teatro Tivoli, em Lisboa, pelas 21:00, é uma iniciativa do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal.



De acordo com a organização, o desafio lançado aos artistas considerados mais consagrados é o de partilharem o palco com jovens fadistas que agora começam a despontar nas casas de fado. O espetáculo "procura ser ilustrativo da partilha e da cumplicidade existente entre diversos artistas de diferentes gerações do fado", acrescenta.



A entrada é livre.