segunda-feira, setembro 06, 2010

Memórias do Festival Internacional de Música de Sion, na Suiça!

Este ano tivemos o privilégio de ser convidados para levar a nossa língua e a expressão musical que melhor define a alma portuguesa ao Festival Internacional de Música Clássica de Sion, na Suiça, no passado dia 21 de Agosto.
Fomos recebidos numa linda cidade do Vallais, rodeada de uma beleza paisagistica única, onde a língua portuguesa se ouve quando menos se espera...
No concerto, onde levámos o nosso "Sétimo Fado", com a formação musical completa pelo Filipe Raposo, o Pedro Amendoeira, o Pedro Pinhal, o Davide Zaccaria e o Paulo Paz, vivemos a experiência de encontrar na Salle de Matze, um público extremamente respeitador, atento e muito emotivo!
Muito obrigada a todos os portugueses que, apesar de não serem tantos quanto se poderia esperar, devido ao período típico de férias em Portugal, fizeram muitos quilómetros para nos ir ver... Ficámos muito felizes com a presença de todos...
Muito obrigada a toda a organização pelo convite e por toda a amabilidade e hospitalidade! Vamos ter saudades...
Até breve!!








Regresso a Barcelona...

O nosso regresso a Barcelona, depois de 2004, foi uma vez mais à Caixa Forum, mas desta vez no exterior, no Pateo Inglés, nas "Nits d'Estiu"! Espaço este que se mostrou pequeno e não comportou todas as pessoas que, logo às 20 horas, cobriam todos os espaços livres, nos muros, nas escadas laterais do edifício e para além de toda a plateia...fomos muito bem acolhidos por um público que realmente conhece e adora Fado e esperamos voltar para nos apresentarmos com a formação do "Sétimo Fado"! Muito obrigada também aos nossos compatriotas que bem cantavam no muro ao cimo do palco :) !





domingo, setembro 05, 2010

"Ecos" do Festival dos Oceanos, no Portal do Fado.

In, www. Portal do Fado.net, 12 de Agosto de 2010,
O "sétimo fado" de Joana Amendoeira

Ao Vivo
Um êxito que não se concede facilmente; está reservado a uma pequena minoria que o obtém somente após uma luta coroada de esforço, inteligência, valentia, determinação e talento.

O sete é um número cabalístico que busca os significados ocultos da vida. São sete os pecados capitais e as virtudes, os dias da semana e as notas musicais, bem como as cores do arco-íris, o número das colinas de Roma e de Lisboa; sete foram as palavras proferidas por Cristo crucificado e são também sete as artes e os sábios da Grécia. Sete anjos com sete trombetas anunciarão o dia do Juízo Final.

Sete maravilhas tem o mundo e sete são os mares da Antiguidade, os dias da Criação e os braços do candelabro judeu. É, afinal, o número de Deus, o número da perfeição. Foi este o número que Joana Amendoeira escolheu para nomear o seu sétimo álbum, “Sétimo Fado”, composto por dezassete temas. Apresentado no CCB no passado mês de Abril, foi, naturalmente, o destaque do seu repertório no concerto que aconteceu na passada segunda-feira na Praça do Município em Lisboa, inserido no Festival dos Oceanos. Do professor Ruy Nery, figura incontornável para quem quer mergulhar a fundo no mundo do fado, chega-nos a ideia de que “o fado está vivo e, consequentemente evolui e cresce, à semelhança de qualquer ser vivo.

E assim se vão imiscuindo fados com marchas e estas com alguma balada, umas vezes acompanhadas da forma tradicional, outras por um quinteto de instrumentos – reminiscência de Mar Ensemble – sem embargo contudo da sua essência fadista. Fado Vianinha: “Todas as Horas São Breves”, talvez o melhor trabalho de Hélder Moutinho. “Fim da Saudade” (F. Cravo) onde a guitarra de Pedro Amendoeira brilha con luz propria; “Resposta Fácil” (F Corrido) e “O Nome que Tu me davas” (F. S. Luzia), com letra de João Monge, um dos melhores temas do álbum. A Alegre Marcha: Lisboa no Coração, onde uma discreta percussão faz o contraponto. As Sete Operações, tema divertido e original com letra de Vasco Graça Moura, entre outros.

A sua voz doce e limpa, cheia de nuances, perfeitamente equilibrada, vai acariciando cada verso sem alaridos desnecessários nem os adornos melodramáticos tão em voga hoje em dia. Vai-se tornando mais madura e profunda, ainda que em alguns momentos navegue ao sabor da frescura dos primeiros trabalhos. O seu timbre feminino parece contudo ocultar um nó na garganta, aquela pena-dor-saudade-tristeza e alegria, propriedades intrínsecas do fado. A maturidade profissional de uma artista detentora de um já extenso percurso profissional que sabe escolher os seus temas e tem a consciência exacta dos sentimentos que os poemas que canta encerram. Definitivamente, uma das fadistas mais sólidas e completas da cena actual.

Um álbum completo e variado. Fácil de ouvir pela diversidade e musicalidade, mas que nos merece toda a atenção e empenho na descoberta da emotividade que oculta. De entre os dezassete temas originais, muito cuidados nos mais pequenos detalhes sem nunca se apartar muito das raízes do fado mais puro, um destaque especial para a interessante história de Tiago Torres e musica de Paulo Paz: “Fado de Rosa Maria”, evocadora das crónicas de Pinto Carvalho. “O Teu Olhar é Portugal”, que une Alfama à Ribeira do Porto. “Trago Teu fado Guardado” (composição de P. Parreira, Pedro Pinhal e a própria Joana Amendoeira).

Uma estreia promissora para a fadista como editora e produtora com o trabalho que agora se apresenta. Como sempre, acompanhada por Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, Pedro Pinhal na viola de fado e Paulo Paz no baixo, bem como os mais recentes mas já costumeiros Filipe raposo (piano), Davide Zacarias (violoncelo) aos quais se junta a percussão de João Ferreira. Um grupo muito sólido, fiel e harmonioso. No tarot, o número sete simboliza “O Carro, O Triunfo”. Um êxito que não se concede facilmente; está reservado a uma pequena minoria que o obtém somente após uma luta coroada de esforço, inteligência, valentia, determinação e talento.

Texto e Foto: Javier Gonzalez

Retrospectivas de Agosto...

Os preparativos nos ensaios da tarde do concerto, no Festival dos Oceanos!
Davide Zaccaria (cello), João Ferreira (percussões) e a Anabela Gaspar (desenho de luz).

Eva Cardoso (assistente produção), Filipe Raposo (piano), Paulo Paz (contrabaixo) e Pedro Pinhal (viola de Fado).

O cenário lindíssimo da Câmara Municipal de Lisboa.

Filipe Raposo (piano).

Vista sobre uma parte da Praça do Munícipio e da forma bem original da plateia criada pelo Festival.

A grande equipa da Nosso Fado, o mano Miguel e a cunhada Sandra Amendoeira e o outro mano Pedro Amendoeira, durante a tarde quente que se fez sentir, no dia 2 de Agosto, em Lisboa.

A foto da noite captada pelo meu querido amigo Javier Guerrero. Muito obrigada!

Meus queridos amigos,

depois do último mês bem preenchido em emoções e vibrações de vários concertos, começo aqui a partilhar convosco as memórias, as retrospectivas e os "ecos" de cada uma das nossas últimas enriquecedoras experiências...
Começo por recordar o Festival dos Oceanos, em Lisboa, onde actuámos no dia 2 de Agosto... foi simplesmente inesquecível a sensação com que ficámos em cima do palco, ao ver a Praça do Munícipio, com um cenário fantástico de iluminação do Festival (e com o desenho de luz para o concerto da Anabela Gaspar, assim como um som de excelência pela equipa "mestre" António pinheiro da Silva e Maria João Castanheira), completamente repleta de uma "moldura humana", que também tanto nos inspirou... e que nos levou a dar tudo o que tinhamos e não tinhamos para dar... este foi dos melhores concertos que já me aconteceram! Obrigada Lisboa...

Muito obrigada a todos os músicos: Bravos!!

Nas Fotogalerias, sob o título "Agosto em Lisboa" em Expresso.pt, encontra-se a sequência de fotos captadas pelo querido amigo Jorge Simão, durante todo o Festival.

sexta-feira, julho 30, 2010

Convite para o Festival dos Oceanos!


Meus queridos amigos,

tenho muitas saudades deste nosso espaço de convívio e de tantas partilhas...

Desculpem-me ter estado tão afastada daqui mas, a par de viagens e concertos, outros acontecimentos familiares não me deixaram tempo para escrever ou publicar novidades ou memórias...vou tentar colmatar as minhas falhas o mais rapidamente possível!

Obrigada por estarem sempre aí...o vosso apoio é tão importante...

Obrigada...


Aqui vos deixo o convite para o nosso concerto da Tour "Sétimo Fado", já na próxima Segunda-Feira, dia 2 de Agosto, pelas 22 horas, na Praça do Município, em Lisboa, integrado no Festival dos Oceanos!

Estou ansiosa por voltar a cantar na cidade dos meus sonhos e do "meu" Fado...sempre LISBOA!


A entrada é livre!

segunda-feira, março 15, 2010

Regresso...SETIMO FADO!

Foto de Isabel Pinto
Meus queridos amigos,
apos a falha imperdoavel deste silencio de varios meses, na escrita, neste meu "cantinho", volto agora com toda a alegria e energia acumulada nestes ultimos tempos, em varios concertos inesqueciveis e na gravacao do novo disco de originais...
Tenho muitas novidades para contar mas tambem algumas retrospectivas das nossas "andancas" desde Outubro do ano passado (ja la vao seis meses, practicamente...). Irei faze-lo ao longo desta semana!
Muito obrigada por todo o vosso apoio!! SEMPRE!!
Facam-me companhia na leitura de memorias mas tambem nas "Saudades do Futuro" do que vai acontecer ao longo das proximas semanas e principalmente nos dias 9 e 17 de Abril, nos grandes concertos de lancamento do meu setimo disco "SETIMO FADO", no CCB, em Lisboa e Coliseu do Porto, respectivamente!
Ate amanha! Beijinhos!
Joana
p.s. perdoem a falta de acentos e cedilhas...deve-se ao teclado:)...

domingo, novembro 08, 2009

Ecos da India...

Queridos Amigos,
apesar de ainda não ter conseguido partilhar convosco os acontecimentos das últimas semanas, deixo aqui a crítica publicada sobre o nosso concerto em Calcutá, o segundo desta primeira viagem à India, realizado dia 29 de Outubro!
Joana at the ICCR

The charisma also strayed into the quartet



«O Joana - Fado-tastic!
Joana Amendoeira cast a magic on the audience at Rabindranath Tagore Centre, ICCR, recently
By Sidharth Seal


Posted On Friday, November 06, 2009 at 07:13:52 PM

Inspirational, sensational, stupendous - such adjectives pale in comparison to the musical performance, which was the first of its kind in the city as well as the country. Joana Amendoeira, a new generation fado singer performed at the Rabindranath Tagore Centre, ICCR, recently. The event was organised in collaboration with the Embassy of Portugal.
For those unfamiliar with the term fado, it is Portuguese for fate or destiny. This form of music is considered one of the oldest forms of urban folk music. Fado is supposed to be a form of music mainly characterised by mournful tones and lyrics. The theme is generally associated with the sea or the poor, but Joana sings on a more contemporary note, which is why her songs were homage to Portuguese poets, its history, the soul and the mind.
With every available seat occupied, Joana walked in wearing a beautiful fiery orange dress with her quartets dressed in black, the traditional outfit for fado musicians. The quartet consisted of contrabass, violinist; acoustic guitar and a Portuguese guitarist who mesmerised the crowd.

Those who were skeptical had all doubts erased from their minds. Her voice was magical and it was matched with a similar persona. Young, old and all those present were completely captivated by her charm. Her charisma touched every inch of that auditorium and etched an impression on every single individual’s mind.
The charisma was not just limited to the singer’s powerful vocals but also strayed into the quartet. There were mini performances by members of the quartet especially by the Portuguese guitarist who had the crowd to the brim with exclamations of wow as well as several rounds of deserving claps.

The audience was not severed from the performance as she got them involved too. Dehnaz, an insurance advisor, said, “I really enjoyed the show. It was just so lively and the music was so soulful. I loved her powerful voice.” Praises poured in from the youth too. Koel Bhattarcharya, English student, Jadavpur University, said, “It was a mesmerising display of emotions. The music touched my heart. I have completely understood the concept of ‘saudade’.”
The essence of fado is that it is connected with the concept of ‘saudade’ which refers to the feeling that one has when they are sentimental, missing someone who was crucial in one’s life like a lost lover or a loved one who has gone missing.

She performed 17 numbers as well an additional number on a request. Even though the language was foreign, everyone seemed to understand the language of music. Joana greeted the crowd with a namaste that took the audience by surprise. She was very interactive and followed every song with a dhynavaad.

When asked how it was being in Kolkata, she said, “I am very happy to have performed here. It was better than expected. Music is a universal language, I hope people understood what I sang, and more still the feeling.” When asked whether she has listened to any Indian music, she said, “I have heard some but not a lot of it. In future, I would definitely like to record a song in Hindi.”

Photo: Prabir Bhattacharya
kolkata.mirror@gmail.com»,

in KOLKATA MIRROR.com.

Memória da participação na 3ª Série de «Uma Canção para ti»

quarta-feira, outubro 21, 2009

Ecos das Noites de 9 e 10 de Outubro, no São Luiz...

Concerto
Noite entre amigos para celebrar Amália
por JOÃO MOÇO
11 Outubro 2009

"Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, esgotou na primeira noite da homenagem 'Fadistas Cantam Amália'. Joana Amendoeira e João Ferreira Rosa juntaram-se a Celeste Rodrigues.


São poucos os novos fadistas que não demonstrem influências de Amália Rodrigues. A premissa confirmou-se na noite de sexta-feira, ao segundo tema da noite: Joana Amendoeira cantou o célebre Gaivota, o que não significa que se tenha escutado uma mera cópia da diva do fado, porque não foi isso que aconteceu.
Este espectáculo, 'Fadistas Cantam Amália', que se repetiu ontem à noite, surgiu a partir da ideia de Helder Moutinho de recriar os momentos de espontaneidade vividos em casa de Amália. No palco do Jardim de Inverno do São Luiz estava a irmã da fadista, Celeste Rodrigues, ao lado de João Ferreira Rosa, sentados num sofá adornado por um grande xaile preto, enquanto Joana Amendoeira cantava em frente.
Tal como em palco, também entre o público se cruzavam várias gerações para receber este 'Fadistas Cantam Amália', que não se cingiu ao título, como demonstrou João Ferreira Rosa, que começou por interpretar um fado de Alfredo Marceneiro.
O ambiente era familiar, provavelmente como o de muitas noites vividas em casa de Amália. Ferreira Rosa foi dos recebidos com maior entusiasmo. "Cantar cinco fados de seguida já é um cansaço", disse, em jeito de confissão para amigos.
Celeste Rodrigues também apelou a esse lado familiar, no final da primeira parte do espectáculo, quando interpretou Havemos de Ir a Viana, acompanhada pelo embalo das palmas do público. A fadista cantou ainda outros fados da irmã, como Lavava no Rio Lavava, Lágrima e Primavera.
Dois dos guitarristas que acompanharam Amália durante largos anos, José Fontes Rocha e Joel Pina, tocaram temas celebrizados pela diva, juntamente com o guitarrista Pedro Pinhal, e não foi raro ouvir entre o público vozes a cantarolar discretamente os fados interpretados sem voz.
No intervalo, os fãs aproveitavam o momento em que Celeste desceu do palco para tirar fotografias com ela.
Como prometido, na segunda parte imperou a surpresa: fadistas, novos e mais antigos, saíram dos lugares entre o público e foram subindo ao palco, avisando os guitarristas do fado que iam interpretar. Talvez tenham sido assim muitas noites em casa de Amália. Uma homenagem diferente e original. "
in DN ARTES, no dia 11 de Outubro de 2009.

INAUGURAÇÃO DA RÁDIO AMÁLIA: 92.0!!! As memórias fotográficas...

Queridos Amigos,
foi com uma enorme alegria e com toda a emoção que estivemos presentes para cantar e tocar, em directo e ao vivo, nos novos estúdios (lindos!!) da nossa nova Rádio Amália!! O estúdio principal está mesmo preparado para receber músicos para tocar ao vivo e as condições gerais da Rádio são fantásticas!!
Muitos parabéns ao Dr. Luís Montez (e a todos os que colaboraram), por apostar numa Rádio assim, que dignifca e dá espaço para a divulgação de figuras clássicas do Fado assim como dos novos nomes emergentes, sem preconceitos! Finalmente parece que a nossa auto-estima e o orgulho no que é somente nosso está a instalar-se na mentalidade portuguesa... Porque o Fado tem muita audiência, cada vez mais o público aumenta e há mais pessoas interessadas e a acompanhar o Fado, ao contrário do que parece que pensam algumas pessoas que dirigem as programações de outros meios de comunicação...
MUITO OBRIGADA POR TODO O VOSSO CONTRIBUTO AO FADO!!!

«ERA A NOITE QUE CAÍA»

«AMOR, O TEU NOME»

«TRAGO FADOS NOS SENTIDOS»

ALGUNS MEMBROS DA EQUIPA DA RÁDIO AMÁLIA! A QUERIDA AMIGA CLÁUDIA MATOS SILVA, NO AR...

COMIGO ESTIVERAM OS MEUS "PÊPÊS», "COMO SEMPRE COMO DANTES"...

«LISBOA AMOR E SAUDADE»

Fotografias gentilmente cedidas pela autora e amiga Marta de Sá Montez.