domingo, novembro 08, 2009

Ecos da India...

Queridos Amigos,
apesar de ainda não ter conseguido partilhar convosco os acontecimentos das últimas semanas, deixo aqui a crítica publicada sobre o nosso concerto em Calcutá, o segundo desta primeira viagem à India, realizado dia 29 de Outubro!
Joana at the ICCR

The charisma also strayed into the quartet



«O Joana - Fado-tastic!
Joana Amendoeira cast a magic on the audience at Rabindranath Tagore Centre, ICCR, recently
By Sidharth Seal


Posted On Friday, November 06, 2009 at 07:13:52 PM

Inspirational, sensational, stupendous - such adjectives pale in comparison to the musical performance, which was the first of its kind in the city as well as the country. Joana Amendoeira, a new generation fado singer performed at the Rabindranath Tagore Centre, ICCR, recently. The event was organised in collaboration with the Embassy of Portugal.
For those unfamiliar with the term fado, it is Portuguese for fate or destiny. This form of music is considered one of the oldest forms of urban folk music. Fado is supposed to be a form of music mainly characterised by mournful tones and lyrics. The theme is generally associated with the sea or the poor, but Joana sings on a more contemporary note, which is why her songs were homage to Portuguese poets, its history, the soul and the mind.
With every available seat occupied, Joana walked in wearing a beautiful fiery orange dress with her quartets dressed in black, the traditional outfit for fado musicians. The quartet consisted of contrabass, violinist; acoustic guitar and a Portuguese guitarist who mesmerised the crowd.

Those who were skeptical had all doubts erased from their minds. Her voice was magical and it was matched with a similar persona. Young, old and all those present were completely captivated by her charm. Her charisma touched every inch of that auditorium and etched an impression on every single individual’s mind.
The charisma was not just limited to the singer’s powerful vocals but also strayed into the quartet. There were mini performances by members of the quartet especially by the Portuguese guitarist who had the crowd to the brim with exclamations of wow as well as several rounds of deserving claps.

The audience was not severed from the performance as she got them involved too. Dehnaz, an insurance advisor, said, “I really enjoyed the show. It was just so lively and the music was so soulful. I loved her powerful voice.” Praises poured in from the youth too. Koel Bhattarcharya, English student, Jadavpur University, said, “It was a mesmerising display of emotions. The music touched my heart. I have completely understood the concept of ‘saudade’.”
The essence of fado is that it is connected with the concept of ‘saudade’ which refers to the feeling that one has when they are sentimental, missing someone who was crucial in one’s life like a lost lover or a loved one who has gone missing.

She performed 17 numbers as well an additional number on a request. Even though the language was foreign, everyone seemed to understand the language of music. Joana greeted the crowd with a namaste that took the audience by surprise. She was very interactive and followed every song with a dhynavaad.

When asked how it was being in Kolkata, she said, “I am very happy to have performed here. It was better than expected. Music is a universal language, I hope people understood what I sang, and more still the feeling.” When asked whether she has listened to any Indian music, she said, “I have heard some but not a lot of it. In future, I would definitely like to record a song in Hindi.”

Photo: Prabir Bhattacharya
kolkata.mirror@gmail.com»,

in KOLKATA MIRROR.com.

Memória da participação na 3ª Série de «Uma Canção para ti»

quarta-feira, outubro 21, 2009

Ecos das Noites de 9 e 10 de Outubro, no São Luiz...

Concerto
Noite entre amigos para celebrar Amália
por JOÃO MOÇO
11 Outubro 2009

"Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, esgotou na primeira noite da homenagem 'Fadistas Cantam Amália'. Joana Amendoeira e João Ferreira Rosa juntaram-se a Celeste Rodrigues.


São poucos os novos fadistas que não demonstrem influências de Amália Rodrigues. A premissa confirmou-se na noite de sexta-feira, ao segundo tema da noite: Joana Amendoeira cantou o célebre Gaivota, o que não significa que se tenha escutado uma mera cópia da diva do fado, porque não foi isso que aconteceu.
Este espectáculo, 'Fadistas Cantam Amália', que se repetiu ontem à noite, surgiu a partir da ideia de Helder Moutinho de recriar os momentos de espontaneidade vividos em casa de Amália. No palco do Jardim de Inverno do São Luiz estava a irmã da fadista, Celeste Rodrigues, ao lado de João Ferreira Rosa, sentados num sofá adornado por um grande xaile preto, enquanto Joana Amendoeira cantava em frente.
Tal como em palco, também entre o público se cruzavam várias gerações para receber este 'Fadistas Cantam Amália', que não se cingiu ao título, como demonstrou João Ferreira Rosa, que começou por interpretar um fado de Alfredo Marceneiro.
O ambiente era familiar, provavelmente como o de muitas noites vividas em casa de Amália. Ferreira Rosa foi dos recebidos com maior entusiasmo. "Cantar cinco fados de seguida já é um cansaço", disse, em jeito de confissão para amigos.
Celeste Rodrigues também apelou a esse lado familiar, no final da primeira parte do espectáculo, quando interpretou Havemos de Ir a Viana, acompanhada pelo embalo das palmas do público. A fadista cantou ainda outros fados da irmã, como Lavava no Rio Lavava, Lágrima e Primavera.
Dois dos guitarristas que acompanharam Amália durante largos anos, José Fontes Rocha e Joel Pina, tocaram temas celebrizados pela diva, juntamente com o guitarrista Pedro Pinhal, e não foi raro ouvir entre o público vozes a cantarolar discretamente os fados interpretados sem voz.
No intervalo, os fãs aproveitavam o momento em que Celeste desceu do palco para tirar fotografias com ela.
Como prometido, na segunda parte imperou a surpresa: fadistas, novos e mais antigos, saíram dos lugares entre o público e foram subindo ao palco, avisando os guitarristas do fado que iam interpretar. Talvez tenham sido assim muitas noites em casa de Amália. Uma homenagem diferente e original. "
in DN ARTES, no dia 11 de Outubro de 2009.

INAUGURAÇÃO DA RÁDIO AMÁLIA: 92.0!!! As memórias fotográficas...

Queridos Amigos,
foi com uma enorme alegria e com toda a emoção que estivemos presentes para cantar e tocar, em directo e ao vivo, nos novos estúdios (lindos!!) da nossa nova Rádio Amália!! O estúdio principal está mesmo preparado para receber músicos para tocar ao vivo e as condições gerais da Rádio são fantásticas!!
Muitos parabéns ao Dr. Luís Montez (e a todos os que colaboraram), por apostar numa Rádio assim, que dignifca e dá espaço para a divulgação de figuras clássicas do Fado assim como dos novos nomes emergentes, sem preconceitos! Finalmente parece que a nossa auto-estima e o orgulho no que é somente nosso está a instalar-se na mentalidade portuguesa... Porque o Fado tem muita audiência, cada vez mais o público aumenta e há mais pessoas interessadas e a acompanhar o Fado, ao contrário do que parece que pensam algumas pessoas que dirigem as programações de outros meios de comunicação...
MUITO OBRIGADA POR TODO O VOSSO CONTRIBUTO AO FADO!!!

«ERA A NOITE QUE CAÍA»

«AMOR, O TEU NOME»

«TRAGO FADOS NOS SENTIDOS»

ALGUNS MEMBROS DA EQUIPA DA RÁDIO AMÁLIA! A QUERIDA AMIGA CLÁUDIA MATOS SILVA, NO AR...

COMIGO ESTIVERAM OS MEUS "PÊPÊS», "COMO SEMPRE COMO DANTES"...

«LISBOA AMOR E SAUDADE»

Fotografias gentilmente cedidas pela autora e amiga Marta de Sá Montez.

terça-feira, outubro 20, 2009

III Delphic Games, na Ilha de Jeju, na Coreia do Sul...memórias fotográficas!

Queridos Amigos,
a nossa viagem à Coreia do Sul foi muito mais intensa em termos de partilha cultural (e de amizades) do que poderei aqui mostrar nas fotografias que tirei em alguns momentos, como o da nossa chegada, após uma viagem de quase um dia, assim como alguns dos momentos antes e depois dos concertos de 11 e 12 de Setembro, inseridos nos III Delphic Games, que se realizam tal como os Jogos Olímpicos, de quatro em quatro anos, num país diferente!
Mas mesmo assim não posso deixar de partilhar convosco as nossas "andanças" a Oriente, nesta viagem relâmpago! As típicas estátuas da Ilha de Jeju, mesmo à saída do aeroporto!

Os meninos e as meninas do grupo (eu atrás da Câmara...): Luís Guerreiro (Guitarra Portuguesa), Ricardo Cruz (Baixo Acústico), Hélder Moutinho (que também foi voz convidada especial, nos dois concertos), Maria João Castanheira (Engenheira de Som) e Pedro Pinhal (Viola de Fado).

À porta do camarim...

A entrada para o Auditório que acolhia os Delphic Games.

A beleza natural da Ilha também bem presente aqui, atrás de mim...

Ricardo Cruz

Luís Guerreiro

Pedro Pinhal


Momentos bem «castiços» no final da noite, acompanhados de vinho de arroz (típico) e algumas cervejas... foi muito divertido (não se pode contar muita coisa...)!

A parte gastronómica foi um bocadinho mais difícil de apreciar por mim...


O local do segundo concerto, um lindo Parque da cidade... é muito interessante ver na cultura oriental, mas neste caso particular, coreana, como há uma comunhão tão forte entre o Homem e Natureza... sentimos que tudo estava sempre muito limpinho e bem cuidado...
Hélder Moutinho, no palco do segundo concerto.

"Os três da vida airada" :)
Muito obrigada ao público coreano e assim como a todas as pessoas (muitas delas, músicos de vários países participantes) pela calorosa e simpática recepção à nossa música!! Foram sempre muito respeitosos mas muito participativos também nos momentos indicados, resumindo foram fantásticos e deixaram-nos muito felizes!!
Até breve, Jeju!!!

Retrospectiva do Concerto do Dia do Município de Faro!

Queridos Amigos,
no dia 7 de Setembro,
tivemos a honra de partilhar, com um público extraordinário, simplesmente fantástico, mesmo muito caloroso, a noite de Comemoração do Dia da Cidade de Faro!
Com a formação de Quinteto (com o Pedro Santos, no Acordeão, a Catarina Anacleto, no Violoncelo, o Pedro Amendoeira, na Guitarra Portuguesa, o Pedro Pinhal, na Viola de fado e o Ricardo Cruz, no Contrabaixo) fizemos o espectáculo a que demos o nome «Poetas do Meu País», num tributo que é sempre intrínseco no Fado, pois Fado é para além da música uma ligação imprescindível à Palavra, à arte de tantos dos nossos Poetas, sejam eles clássicos ou mais populares, mais antigos ou mais contemporâneos!
Também tivemos um convidado especial, um filho da terra, o amigo e cantor lírico Rui Baeta, que cantou comigo o cássico «Fado Português», a «Lisboa Antiga» e a Marcha «Lá vai Lisboa».
Muito obrigada a todas as pessoas que estiveram connosco, por todo o carinho e por toda a emoção que nos aqueceu ainda mais a Alma!!
Muito obrigada a todos os músicos e ao Rui Baeta, pela entrega total!!
Em especial, agradeço à Catarina Anacleto (violoncelo), que participou pela primeira vez num dos nossos concertos... muitos Parabéns!
Até breve!!
Aqui vos deixo algumas fotografias captadas pelo querido amigo Javier!






















No final da noite num momento descontraído com a minha querida Evita e o Rui Baeta!

A "equipa" (infelizmente incompleta...) no centro histórico da cidade de Faro, ao final da noite!