sábado, março 21, 2009

PRÉMIO AMÁLIA PARA MELHOR DISCO DE FADO DE 2008!


O último disco “Joana Amendoeira & Mar Ensemble” foi eleito, pela Fundação Amália Rodrigues, o melhor disco de Fado de 2008!
O álbum foi gravado ao vivo, na 5º edição da Festa do Fado, na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, a 21 de Junho de 2008.
O júri que atribuiu os prémios desta quarta edição, foi presidido por Fernando Machado Soares e integrou o musicólogo Rui Vieira Nery, a pianista Gabriela Canavilhas, os administradores da Fundação Nelson Tereso e Américo Lourenço e o jornalista Nuno Lopes.
A entrega do galardão decorrerá na IV Gala dos Prémios Amália Rodrigues, a realizar no Campo Pequeno, no próximo dia 9 de Maio (Dia da Europa).
MUITO OBRIGADA E MUITOS PARABÉNS A TODOS OS QUE COLABORARAM NESTE PROJECTO!
COM AMIZADE,
JOANA.

sábado, março 14, 2009

30º ANIVERSÁRIO CORREIO DA MANHÃ


Queridos amigos,
tivemos a honra de ser convidados para participar
na Gala do 30º Aniversário do Correio da Manhã,
no Pavilhão de Portugal, na próxima 5ªFeira, dia 19 de Março,
onde 30 figuras nacionais serão premiadas
e onde apresentaremos o espectáculo «Poetas do Meu País» ,
com a participação de dois instrumentistas convidados: a sonoridade "colorida" do violoncelo e do acordeão,
que se juntam ao trio de fado (guitarra portuguesa, viola e baixo).

Voz: Joana Amendoeira Guitarra Portuguesa: Pedro Amendoeira Viola de Fado: Pedro Pinhal Contrabaixo: Paulo Paz Violoncelo: David Zaccaria Acordeão: Filipe Raposo

sexta-feira, março 13, 2009

CRÍTICA AO NOVO DISCO NA REVISTA BLITZ (MARÇO 09)


GUIA»»DISCOS

JOANA AMENDOEIRA & MAR ENSEMBLE

****

Canção de Lisboa

JOANA Amendoeira, fado, Castelo de S. Jorge- raramente se junta tanta Lisboa num só disco.
Se dúvidas havia quanto ao bom gosto de acrescentar um ensemble àquele triângulo alfacinha, que se dissipem já :«Plantei um cravo...», tocada exclusivamente com quarteto de cordas e contrabaixo, é a mais bela canção das 19 aqui presentes.
Custa até a crer que se trate de um álbum gravado ao vivo, tal a perfeição com que a voz de Amendoeira enche estes fados e o tal esmero dos Mar Ensemble em acentuar o tom clássico das canções.
Acabou-se a conversa da «jovem promessa do fado»- num percurso que se tem tornado melhor e melhor a cada novo trabalho, Joana Amendoeira é uma certeza com todas as letras.


Ricardo Braz Frade

ENTREVISTA À REVISTA VIP (JAN 09)!

ENTREVISTA

Tinha apenas seis anos quando começou a cantar
JOANA AMENDOEIRA: "O fado é a minha forma de expressão"
Publicado: Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009 às 17h51m
Com apenas 26 anos, Joana Amendoeira já conta com vinte anos de fado. Joana Amendoeira & Mar Ensemble é já o sexto álbum de uma carreira recheada de sucessos. Apesar das constantes viagens e concertos, a jovem fadista ainda encontra tempo para namorar.
Aos 26 anos, conta já com 20 de fado, dez de carreira, seis discos gravados...
Joana Amendoeira - (risos) Tem sido um crescimento gradual. Não sei muito bem o que me levou a cantar mas o fado sempre fez parte da minha vida. Surpreendi toda a gente ao começar a cantar. É tão importante para mim como respirar.
O que mais a marcou ao longo deste percurso?
Existem várias coisas como o primeiro disco, gravado há dez anos. Foi gravado só num dia (risos) e foi muito emocionante para mim. São tantas coisas que não consigo descrever tudo.
Há muitas diferenças entre a fadista actual e a menina que começou a cantar com seis anos?
Sim. Por exemplo, a maturidade que é muito importante para um fadista.
Como é que a sua família e amigos lidaram com o facto de começar a cantar fado tão nova?
Só aos onze anos é que comecei a cantar com frequência, numa casa de fados de Santarém. Nessa altura, queria tanto ir para lá que os meus pais temiam que tivesse más notas. Felizmente, sempre correspondi, nesse aspecto. A partir dessa data tive contacto com muitos fadistas que me ajudaram a conhecer mais do que a obra e voz da Amália Rodrigues. Isso é muito importante para um jovem.
A INFLUÊNCIA DE AMÁLIA
A Amália é a sua grande influência?
Sim, é a maior.
O tempo foi passando e já vai no sexto álbum...
Este disco superou as minhas expectativas por causa do DVD. Fiquei surpreendida com as imagens que foram captadas e que, agora, podem ser partilhadas com o público.
Já cantou em diversos locais. Tem algum favorito?
Já viajei muito pela Europa, Estados Unidos, Japão e alguns países africanos. Mas, o que mais me marcou, foi a tournée que fiz na Suécia, onde actuei em 24 cidades, e em Budapeste, na Hungria, onde actuo quase todos os anos.
E onde gostaria de actuar?
Gostava muito de actuar na Austrália. É um país que gostaria de visitar, apesar de a viagem ser longa (risos).
Ser uma fadista tradicional implica ser contra as novas misturas que têm sido feitas com o fado?
Não. Sou tradicionalista no sentido de preservar as músicas antigas. Gosto de cantá-las com a minha interpretação. Sou da opinião que as novas sonoridades enriquecem o fado.
Qual o artista que convidava para um projecto do género?
Há tantos (risos). Por exemplo, o Rui Veloso, a Maria Rita ou o Michael Bublé. Quem sabe um dia...
Já sentiu a tentação de abandonar o fado para cantar noutro registo?
Não. Já tive algumas participações esporádicas em programas de televisão, mas o fado é a minha forma de expressão por excelência. É como respirar.
EMOÇÃO E ARREPIOS
Costuma dizer-se que fado é emoção. Emociona-se quando canta?
Sim. Temos que nos emocionar, pois só assim é que o fado é verdadeiro. Temos que sentir cada palavra e arrepiar.
Concorda que o fado é triste?
Fado é vida. Não digo que o fado é só negro, tristeza e nostalgia. Todos os sentimentos da nossa vida são reflectidos no fado.
Há um destaque cada vez maior das fadistas, em detrimento dos fadistas. Os homens estão a ser esquecidos?
Não (risos). Realmente, há mais mulheres e existe aquela ideia da sensualidade da fadista e do glamour dos vestidos. Os homens, como são mais discretos, são um pouco esquecidos, mas o fado não tem género. Devido ao ícone Amália Rodrigues, no estrangeiro pensam que só as mulheres cantam fado.
Há cada vez mais jovens a ouvir fado. Virou moda?
Felizmente, deixou de haver o preconceito que existia, pois muitas pessoas não ouviam fado, diziam logo que não gostavam. Há cada vez mais jovens a levar os pais a ouvir fado. Realmente, está um pouco na moda e isso pode ser um perigoso, pois aparecem projectos que nada têm a ver com fado, embora usem esse nome.
Já sentiu a necessidade de provar que era mais do que uma cara bonita?
Às vezes, há um pouco essa ideia. Não tenho que pensar nisso; tenho que pensar apenas em querer melhorar cada vez mais.
Como fadista, tem muitos cuidados com a imagem?
Sim. É importante ter cuidado com o guarda-roupa, por exemplo.
E enquanto mulher?
Também. Faz parte de qualquer mulher cuidar de si.
Congelou a matrícula no curso de antropologia. Se não fosse fadista enveredava por esta área?
Não, porque este curso surge depois de já estar no fado. Queria complementar a parte da música. Ciências musicais era a minha primeira opção mas não cumpria os requisitos necessários. Resolvi enveredar por esse curso por estar ligado às nossas tradições.
Não imagina a sua vida sem fado?
Não. Quando era pequena, como gostava muito de animais, dizia que queria ser veterinária, mas foi só nessa altura (risos).

Texto: Bruno Seruca; Fotos: Luís Baltazar; Produção: Marco António; Cabelos e Maquilhagem: Tita Costa com produtos Maybelline e L´Oreal Professionnel; Agradecimentos: Hotel Palácio Estoril; Joana Amendoeira vestida por Tiago Cardoso

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

JOANA AMENDOEIRA & MAR ENSEMBLE «AO VIVO» NO PROGRAMA PALCOS, NA RTP2!

«Programa musical de "culto", irresistível e obrigatório. "No ar" todas as sextas-feiras desde 2001 na RTP2 por volta da meia-noite e meia. Transmite os grandes espectáculos dos músicos contemporâneos.»


QUERIDOS AMIGOS,


NA PRÓXIMA SEMANA, NO DIA 27 DE FEVEREIRO, PELAS 00:30, NO PROGRAMA PALCOS DA RTP2,


SERÁ TRANSMITIDO O NOSSO CONCERTO DA V FESTA DO FADO, NO CASTELO DE SÃO JORGE, EM JUNHO DE 2008, QUE RESULTOU NO NOSSO ÚLTIMO DISCO/DVD


«JOANA AMENDOEIRA & MAR ENSEMBLE».


BEIJINHOS,


JOANA.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Entrevista à Revista Grega «Mixtape»!

Queridos Amigos,
apesar da dificuldade de compreensão da língua (diria mesmo, nula...) aqui vos deixo as fotografias e a entrevista, que dei no dia 26 de Janeiro, no Half Note de Atenas, que foi publicada na Revista Mixtape, e cujo autor Andreas Violaris fez a gentileza de partilhar comigo, enviando o link do artigo na página web da revista!
Obrigada!! Efgaristo poli!!
(FOTOS: Vangelis Patsialos)





"Το fado είναι για μένα η έκφραση της ζωής. Εκφράζει την ευτυχία, την αγάπη, τη δημιουργία. Εκφράζει τα πάντα!", μου τόνισε η όμορφη και καθ' όλα εύθυμη Joana Amendoeira το βράδυ της Παρασκευής στο καμαρίνι του Half Note Jazz Club, σε μια συζήτηση που είχαμε στην ανάπαυλα της ζωντανής της εμφάνισης.
"To fado αποτελεί συγκεκριμένη κουλτούρα και όχι κάποιο είδος μουσικής, γι' αυτό και είναι αγαπητό και προσιτό ακόμη και στον κόσμο που δε γνωρίζει τη γλώσσα", συνέχισε όταν την προέτρεψα να μου απαντήσει αν το fado μπορεί να καταταχθεί στην world music.
"Όταν ερμηνεύεις fado πρέπει να είσαι αληθινός, να έχεις πάντα το ίδιο πάθος και συναίσθημα γιατί αυτό ακριβώς εκφράζει. Διαφορετικά το κοινό δε θα εκλάβει το τι εστί fado", μου υπογράμμισε στην ερώτηση μου αν έχει το ίδιο πάθος και συναίσθημα σε κάθε της ζωντανή εμφάνιση.
Στη συνέχεια αναπολεί τα παιδικά της χρόνια, όταν οι γονείς της την ώθησαν στη μουσική σε ηλικία μόλις έξι ετών και μου αναφέρει ότι εκτός του fado, αγαπημένες της επίσης μουσικές είναι η jazz, το flamenco, και η κλασική μουσική.
Τέλος, τονίζει την αποδοχή που έχει το fado σε ολόκληρο τον κόσμο, αφού οι περιοδείες της περιλαμβάνουν όλες σχεδόν τις χώρες Λατινικής Αμερικής και καταλήγει περιγράφοντας την κυκλοφορία του νέου της άλμπουμ με τίτλο "Joana Amendoeira & Mar Ensemble", το οποίο είναι ηχογραφημένο live και αποτελείται από CD και DVD.
Κατά τα λοιπά, η ζωντανή εμφάνιση της Joana Amendoeira είχε ξεκινήσει λίγα μόλις λεπτά μετά τις 10:30, με τα όργανα που τη συνοδεύουν να είναι μια πορτογαλέζικη κιθάρα, ένα κοντραμπάσο και μια κλασική κιθάρα.
Ομολογώ ότι δεν είμαι εραστής της world music και πόσο μάλλον του fado, όμως είναι απόλυτα αντιληπτό ότι η Joana Amendoeira, παρά το νεαρό της ηλικίας της, επιδεικνύει επί σκηνής μια αξιοθαύμαστη ωριμότητα στις ερμηνείες της, με σεβασμό στην παράδοση της Πορτογαλίας.
Οι σπουδαίες φωνητικές της ικανότητες, σε συνδυασμό με τους μελαγχολικούς στίχους που περιγράφουν μικρές ιστορίες της καθημερινής ζωής των παραδοσιακών φτωχογειτονιών της Πορτογαλίας, δημιουργούν μια ατμόσφαιρα άκρως κατανυκτική.
Οι συμπατριώτες της μουσικοί που την πλαισιώνουν, συμμετέχουν με τρόπο διακριτικό στη δημιουργία της κατάλληλης ατμόσφαιρας και η πορτογαλέζικη κιθάρα θα κλέψει τις εντυπώσεις με τις ταξιδιάρικες μελωδίες της.
Το ρεπερτόριο κινήθηκε μεταξύ των προσωπικών άλμπουμ της Joana Amendoeira και κυρίως - όπως μας είπε από μικροφώνου - από κομμάτια της τελευταίας της δουλειάς.
Λίγα λεπτά πριν τις 0:00 και ένα ημίωρο διάλειμμα η Joana και η παρέα της θα επανέλθουν επί σκηνής για το δεύτερο μέρος που θα κινηθεί στο ίδιο mood, με την ερμηνεύτρια να προτρέπει το ακροατήριο να συμμετάσχει σε κάποια φωνητικά.
Είναι γύρω στις 1:00 που η σεμνή αυτή τελετή θα λάβει τέλος, με το κοινό που έχει κατακλύσει την αίθουσα του Half Note Jazz Club να εμπεδώνει με τον καλύτερο τρόπο τους λόγους για τους οποίους η Joana Amendoeira κατέχει και με το παραπάνω την τέχνη του σύγχρονου πορτογαλέζικου fado.
(ΦΩΤΟΓΡΑΦΙΕΣ: Βαγγέλης Πατσιαλός)
Links

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Retrospectivas da viagem a Atenas e Heraclion... Efgaristo poli (Muito Obrigada)!

Queridos Amigos,
apesar da demora, não posso deixar de partilhar convosco algumas das imagens que melhor retratam a nossa estadia em Atenas e Heraclion!
Nos oito dias de concerto no Half Note, de Atenas e no Multiplex, de Heraclion, entre 23 e 30 de Janeiro, recebemos um público sedento e apaixonado da nossa música, muito expressivo, que muito nos acarinhou e nos fez sentir "em casa", esgotando as salas todos os dias! Muito obrigada a todos uma vez mais, em particular aos nossos queridos compatriotas, apesar do número reduzido, por toda a emoção da sua presença!
No Half Note fomos recebidos por uma equipa fantástica, que nos apoiou e nos levou a conhecer uma pérola «acústica», o Teatro de Epidaurus!
Thanks a lot, dear friends of Half Note! All the best for you!!
Aqui vos deixo igualmente imagens de algumas visitas às magnificas ruínas clássicas do berço da Cultura Ocidental!


Pedro Pinhal e Paulo Paz
A BOA DISPOSIÇÃO NO FINAL DE UM CONCERTO NO HALF NOTE!

Joana Amendoeira e Ricardo Parreira

Os bastidores do Half Note


IMAGENS COM HISTÓRIA


TEMPLOS DA ACRÓPOLE

TEATRO HERODION




TEMPLO DE ZEUS


IGREJA CRISTÃ ORTODOXA NA PLAKA

A PRISÃO DE SÓCRATES


TEATRO DIONISIOS



TEATRO DE EPIDAURUS

É absolutamente indescritível a sensação de cantar num dos teatros gregos mais antigos, com uma acústica de arrepiar, que após várias tentativas recentes de construção idêntica e apesar de todas as tecnologias, não se consegue reproduzir...
A BELÍSSIMA VILA DE EPIDAVROS COM O MEDITERRÂNEO AOS PÉS



O CENTRO HISTÓRICO DE HERACLION (CRETA)


Em Creta apenas estivemos um dia, não deu para conhecer muito, mas fomos muito bem recebidos pelo Manos, anfitrião e organizador que está connosco na fotografia!
Também tivemos o privilégio de ouvir música tradicional de Creta, com instrumentos muito especiais como o alaúde e a lira!
Thanks you very much for your music, dear friends Evangelos and all the other musicians!! «Obrigada» speccialy to the "lady" Katerina"! All the best for all!!


terça-feira, janeiro 27, 2009

Entrevista à Atraktos Web Magazine



Interview with Joana Amendoeira
25/01/2009


Μία από τις νέες φωνές της Πορτογαλίας στον χώρο του Fado βρίσκεται αυτές τις μέρες στην χώρα μας και θα την απολαύσουμε ζωντανά στον χώρο του Half NoteJazz Club από 23-29/01 . Είχαμε την τύχη να συναντήσουμε την Joana Amendoeira από κοντά και να μας δώσει μια συνέντευξη σχετικά για το Fado και για την νέα της δισκογραφική δουλειά με τίτλο “Joana Amendoeira & marensemble”.Η Συνέντευξη δόθηκε στους Αναστάσιο Φιλόπουλο & Δημήτρη Σαμιωτάκη
Ένα μεγάλο ευχαριστώ στο Half Note Jazz Club για την βοήθεια του για να υλοποιηθεί αυτή συνέντευξη και στην ίδια την Joana Amendoeira για τον πολύτιμο χρόνο της.


When was the first time you started listening to Fado and what were the first influences you had?
I was a very little child, I listened to Fado in my house, because my parents loved Fado and we used to listen to records and also go to Fado houses and concerts as well. I was six years old when I surprised myself and my parents when I started to sing.
Did you attend any musical school or study Fado?
No, I didn’t because Fado is very popular and we learn it from life. It is in the experience of life and cannot be studied. The only teachers you can have is other older Fado singers that give you details on how to sing better or tell you things that are useful and that’s how it works.
Shall I suppose that your main influence, as in many other young Fado singers, was Amalia Rodriguez?
Totally! She was a big person, very famous and I started to discover Fado through her.
Did you have the chance to see her live on stage?
No unfortunately i didn’t, but I met her when I was 16 years old, during the release of her book. I went there and I have an autograph of her which is very special to me!
It’s now almost ten years that you are singing professionally, you have released six albums and you have travelled to many countries around the world. Was there any place you felt that Fado was accepted a little bit more than other places in the world?
I have been in many countries with many different cultures like for example Japan where they are very quiet , they love the music so much , although they have a different way of expression, they applauded in the end but during the concert they were very quiet. But in Italy and Hungary it was different, and that’s mainly because of the culture. There was a big warm welcome from the people there as well. Also Sweden, where we played in 24 cities, was something amazing. I didn’t expect so much vibration and emotion from these concerts there and it was a very nice surprise to me!
Do you feel that Fado is changing through the years? Is it still the same as it used to be in the past?
Well it has changed but we try to keep the tradition as much as we can. There are many groups and artists that also love to experiment with new kinds of music and Fado can be mixed with new wave and electronica and many other ways that can be sung. I prefer the traditional way of Fado more, the way that it is in the Fado houses around Portugal, but I think the most important issue is to give new repertoire in Fado with new poets and musicians that express their emotions for what we are currently living today.
Tell us more about your new album titled “ Joana Amendoeira & mar ensemble” ? Is it released in Europe at the moment?
I hope that in a few months it will be released all around Europe. It is my new cd and also dvd from the concert recorded in the castle of Lisbon and in this concert there were many musicians invited and we had a beautiful concert with strings and many instruments. There are new songs in this live album and also a few more from my other albums. It was a very special place to sing and give this concert, the history and the energy there is amazing!
Do you know anything around Greek music? Have you heard any artists?
Well I know about Rembetiko and the traditional music of Greece, but I can’t remember any artists to say. I hope to get some time these days that I will be here in Athens and buy a few albums.
What do you think is the reason that many people around the world love to listen to Fado? What is so special?
Well that is a very difficult question to answer…it’s a kind of magic that Fado brings to people. It’s strange in a beautiful way, because many people outside Portugal do not understand the language and the words we sing, but at the same moment they get so close to the music and the passion of the songs and that is so nice and cannot be explained. Probably it has to do with the tradition and that is something that in any country is unique and beautiful.
Joana thank you so much for your time, we wish you a pleasant stay here in Athens and all the best for the concerts in Half Note Jazz Café. Muito Obrigado!
I thank you a lot, all the best forAtraktos Magazine! MuitoObrigada!

sábado, janeiro 24, 2009

Entrevista e Critica no Jornal Publico, por Nuno Pacheco, a 19-12-2008.



Joana Amendoeira

Fados de uma noite de Verão

19.12.2008
Por: Nuno Pacheco

Foi gravado ao ar livre, no Verão, e ficará como um testemunho da evolução fadista da jovem Joana Amendoeira. Com Mar Ensemble e o Tejo ao fundo. Uma ideia que nasceu noutro litoral, o do Algarve, como ela lembra aqui.

Joana Amendoeira tem apenas 26 anos mas já leva um longo caminho no fado. O disco que agora lança, resultante de um espectáculo integrado nas festas da cidade de Lisboa, é o sexto da sua carreira. O primeiro, gravou-o aos 15 anos, imatura mas já com garra. Chamava-se "Olhos Garotos" (1997). Depois vieram "Aquela Rua" (2000), "Joana Amendoeira" (2003), "Ao Vivo Em Lisboa" (2005), "À Flor da Pele" (2006) e "Joana Amendoeira & Mar Ensemble" (2008), que agora chega às lojas, em CD com DVD.

"Desde os seis anos que o fado aconteceu e eu nem me lembro, tenho apenas os relatos da família que me dizem como é que eu comecei a cantar", diz. Nascida a 30 de Setembro de 1982, em Santarém, concorreu à Grande Noite do Fado com apenas 11 anos. "Antes tinha participado em festas na cidade de Santarém, coisas muito restritas, mas quando pisei pela primeira vez o Coliseu dos Recreios fui conhecendo vários fadistas e músicos que me foram dando grandes ensinamentos e muito apoio. Tem sido um crescimento estruturado, com calma. E tenho vindo a criar alicerces, penso que mais seguros."

Em 1998, actua pela primeira vez fora do país. Começou por Budapeste, na Hungria, e já lhe somou vários outros palcos, em África, Holanda, Espanha, França (onde actuou em 1999 com Carlos do Carmo, em Paris, num concerto que lhe abriu novas portas), Áustria, Itália, Alemanha, Brasil, Estados Unidos, Canadá, Japão e Rússia. Enquanto em Portugal começa a cantar (ainda canta, aliás) no Clube de Fado, de Mário Pacheco.

Joana já gravara um disco ao vivo, no São Luiz, e agradou-lhe a experiência. "Gostei muito, pela noite que foi vivida e que ali transparece. Pessoas que não estiveram lá ao ouvir o disco também sentiram essa emoção."

Este que agora é lançado, gravado ao ar livre no Castelo de São Jorge na noite de 21 de Junho de 2008, trouxe ao seu percurso "várias novidades: novas músicas e um conceito muito original". Mas a ideia nasceu de um convite mais antigo, para uma actuação com a Orquestra do Algarve, em 2007. Nessa altura, Joana, o seu irmão Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola de fado), Paulo Paz (contrabaixo) e Filipe Raposo (acordeão) encontraram-se para ver que espectáculo poderia ser feito, com orquestra, a partir do reportório dela. "Depois desses arranjos, que o João Godinho fez, pensei com o Hélder [Moutinho, fadista e também seu editor] em fazer uma versão adequada a esta formação."

O nome com que foi baptizado o grupo, Mar Ensemble, foi também ideia dela: "Pela ligação que o fado tem com o mar, enfim, toda a lenda do poema do José Régio: 'O Fado nasceu um dia,/ quando o vento mal bulia/ e o céu o mar prolongava,/ na amurada dum veleiro,/ no peito dum marinheiro/ que, estando triste, cantava.'"

Uma espécie de duende

Além de vários temas do seu reportório, o espectáculo tem ainda três fados originais: um com letra de Agostinho da Silva, que ela pediu a Paulo de Carvalho para musicar, "Meu amor que te foste sem te ver" (é um dos meus preferidos deste disco"), outro com letra da Vasco Graça Moura ("li um poema dele num livro editado pelo PÚBLICO e escolhi-o para um fado tradicional, o Fado Perseguição") e o terceiro escrito por ela.

"Tinha uma primeira letra que escrevi e quis estrear, com música de Carlos Manuel Proença, 'Na ilusão de uma saudade'. Foi uma estreia, mas neste momento estou a escrever mais. Escrevo muito raramente mas neste momento tenho escrito várias coisas. Surgiu assim, sem forçar. Também teve a ver com o contacto com os músicos, que me mostram as suas músicas, e isso inspirou-me a criar novos fados a partir do que ouço. Experimentei e comecei realmente a sentir a métrica da música, as notas."

Além do "núcleo duro" do espectáculo, como Joana lhe chama (os dois Pedros, Paulo e Filipe), estão no palco um quarteto de cordas e outro de sopros, com arranjos de João Godinho, adaptando os fados a esta formação. "Somos 13 ao todo, em palco, e é assim que contamos percorrer o país." Em Lisboa, já marcaram encontro. Será no Teatro de São Luiz, a 11 de Abril de 2009. Ao estrangeiro irá uma formação reduzida.

"Foi uma noite espectacular, foi mesmo um privilégio", diz Joana Amendoeira. "Só no final é que houve vento." Cantar ao vivo tem, para ela, um prazer acrescido. "Gosto muito desse lado, que não se pode perder no fado, que é o da espontaneidade. É isso que torna mágico cada momento, nós interiorizarmos a música e o poema." É assim hoje como será assim daqui a dez anos, diz a fadista. "Porque haverá uma certa selecção. Neste momento há um enorme 'boom', há vários projectos que se dizem de fado e que vão ser peneirados pelo público. Uns ficarão pelo caminho, outros continuarão. E felizmente há um público que se irá manter também: jovens de 16, 17 anos, que vêm ter comigo, que vão às casas de fados, aos espectáculos, que nos acompanham."
O que será essencial ao fado para que continuemos a chamar-lhe fado? "É difícil de explicar, mas sente-se. É mais do que uma fórmula, é um mistério. Mas eu penso que a guitarra portuguesa deve estar, sempre, num projecto de fado. De resto, é sentimento. Como diz um dos poemas que eu canto: 'O fado não se ensina/ não se aprende/ é uma espécie de duende/ que domina a nossa alma.' E sem nós sabermos porquê."

Crítica Ípsilon por:
Nuno Pacheco

****
Gravado ao ar livre, no lisboeta Castelo de São Jorge.
Se "À Flor da Pele", de 2006, era já o melhor disco de Joana Amendoeira até à data, aquele onde a sua voz mostrava maior maturidade e melhores colorações, esta gravação ao vivo, que dele herda nove em 13 temas, constitui um marco decisivo na sua carreira.
Gravado ao ar livre, no lisboeta Castelo de São Jorge, tira bom partido de uma formação inusitada no fado (à guitarra portuguesa e à viola junta contrabaixo, acordeão e naipes de cordas e sopros) para dar nova alma a um reportório digno de apreço. Os arranjos são, na sua maioria, muito bem conseguidos (oiça-se, por exemplo, a sequência onde o acordeão de Filipe Raposo abre caminho aos sopros e estes à guitarra, em "Lisboa, amor e saudade", de José Luís Gordo) e a voz de Joana mostra-se particularmente expressiva, como se comprova, a título de exemplo, em "Saudades do futuro" ou na sequência "Se eu adivinhasse que sem ti" e "Na ilusão de uma saudade". O DVD, que mostra as 19 canções no mesmo alinhamento do CD tirando "Trago fados nos sentidos", que surge como bónus (a preto e branco), permite chegar mais perto do ar que se respirou nessa noite. Uma grande noite de fado, com um registo que lhe faz plena justiça.