quinta-feira, junho 05, 2008

VI Festival de Fado de Lagos


No próximo Sábado, 7 de Junho,
rumamos a Sul,
ao Auditório do Centro Cultural de Lagos,
no último dos concertos da Tour Nacional «À Flor da Pele» que teve início, em Fevereiro, no Luísa Todi, em Setúbal!
A partir das 21:3o, eu, na companhia do Pedro Amendoeira, do Pedro Pinhal e do Paulo Paz,
iremos dar-nos de corpo e alma a esta expressão musical que nos apaixona mais cada dia que passa,
e que felizmente tem vindo a ter um crescente interesse em Portugal e no estrangeiro,
sendo alvo da criação de diversos festivais específicos, como é o caso desta organização da Câmara Municipal de Lagos,
o VI Festival de Fado de Lagos (2 a 10 de Junho)!
Contamos convosco!
Até Sábado!
Preço do Bilhetes:
Dia 7 - € 10
Bilhetes à Venda no Centro Cultural de Lagos.
Aplicam-se os descontos habituais (50% de desconto para portadores de cartão jovem, reformados e “Via Verde”).

quarta-feira, junho 04, 2008

Entrevista à Revista «Bons Vícius»(Edição Maio/Junho)


Viciado de Culto
Joana Amendoeira: “Quando estou a cantar fecho os olhos e esqueço-me de mim”
Escrito por Andreia Barros Ferreira

Aos 25 anos, mas já cinco álbuns gravados, Joana Amendoeira há muito que deixou de ser uma promessa para ser antes uma certeza no fado. De olhos grandes e voz doce, a fadista fala em “paixão” pelo fado e pela poesia, da sua mudança para Lisboa para viver o ambiente das casas de fado e revela que o próximo disco de originais terá letras suas – antes há ainda tempo para o lançamento de um disco ao vivo, que será gravado na Festa do Fado, em Junho, e editado no final de Setembro. E fecha os olhos porque é assim que se transcende sempre que canta o fado. “É uma necessidade quase como respirar, como viver”, afirma.

A Joana tem 25 anos, é considerada uma fadista da nova geração, mas canta fado de forma tradicional. Não há aqui uma contradição?
Não, porque há muitos jovens que gostam de preservar a tradição. Há também novo público, novos músicos. Felizmente que há pessoas, a nova geração de fadistas, que não querem inovar só por inovar, mas também se preocupam em preservar a tradição. Acho que é muito importante este lado de pesquisar músicas muito antigas e dar-lhes uma nova vida, novos poemas. Gosto muito desta forma de encarar o fado, apesar de também cantar novas composições, até porque também é muito importante trazer um novo repertório para o fado.
Tinha 12 anos quando ganhou a Noite do Fado, no Porto. Aos 15 anos gravou o seu primeiro disco, Olhos Garotos. O fado não era uma forma muito pesada de expressão musical para aquela idade?
Os fados que gravei naquele disco estavam de acordo com a minha idade. Claro que se fosse cantar o Povo que lavas no rio, ou outro do género, realmente seria muito pesado e não faria sentido. Mas felizmente tive pessoas que me acompanharam desde o início quando comecei a cantar – tinha 11 anos – e que me foram dando dicas.
Ajudou-a também a crescer de forma diferente e a ser hoje uma mulher diferente?
Sempre fui um pouco mais madura do que a idade que tinha e que tenho. Ainda hoje em dia sinto-me um pouco mais madura.
Desfasada?
Não desfasada porque penso que tive uma infância normal. Fiz tudo o que os meus amigos também faziam: sair à noite, ir ao cinema, a discotecas ou a bares. Apenas tinha uma necessidade de cantar, de estar num ambiente tão intimista e tão mágico como é o do fado. E também me fez tomar atenção à poesia, às palavras, à mensagem do fado. E por isso estou-lhe também muito grata, porque sinto que ele contribuiu muito para este meu crescimento.
Ouvia-se fado lá em casa?
O fado despertou em mim aos seis anos, foi uma surpresa para todos.
Os seus pais estavam ligados à área?
Não, ouviam muito fado em casa e gostavam muito do Carlos do Carmo, da Amália, do Nuno da Câmara Pereira (que teve também um grande sucesso nos anos 1980), e eu ouvia. Penso que despertou aí. Quando comecei a cantar, os meus pais notaram que eu tinha um requebro diferente na voz. Incentivaram-me, ajudaram-me e apoiaram-me sempre muito. E o meu irmão Pedro, que toca guitarra portuguesa, inscreveu-me na Grande Noite do Fado de Lisboa.
Como foi participar naquela Grande Noite do Fado, estava nervosa?
Tinha 11 anos, nunca tinha cantado com microfone, e perante um coliseu é sempre uma emoção muito grande. Poder ver os outros fadistas, grandes referências - porque nessas noites, para além dos concorrentes, vão muitos convidados - foi muito estimulante para uma criança de 11 anos. Depois no Porto tive então esse primeiro prémio.
A Joana de hoje que gravou À flor da Pele é muito diferente da Joana de Olhos Garotos?
A voz teve o seu crescimento natural, mas toda a minha visão do fado é muito mais profunda. O fado é vida, crescimento e amadurecimento. Daqui a 10 anos com certeza que serei outra pessoa e outra fadista, tendo sempre em conta o meu passado, mas esperando amadurecer cada vez mais.
Os críticos dizem que a Joana é uma das poucas fadistas que diz bem as palavras. Esforça-se no sentido de transmitir exactamente o que a letra diz?
Isso é fundamental, é conseguirmos passar a mensagem, tocar no coração das pessoas para que elas entendam bem as palavras e sua intenção. É conseguir arrepiar, arrepiarmo-nos a nós próprios quando estamos a cantar e esquecermo-nos de nós. Quando estou a cantar fecho os olhos exactamente por isso, porque me esqueço de mim e vou para outra dimensão. E aí acontece magia!
Arrepia-se quando canta?
Há momentos em que me arrepio por todo o envolvimento, não só por cantar. São os músicos, o público. Toda essa ligação é muito importante e é a verdadeira magia do fado. Quando isso acontece é uma coisa fantástica.

A Norte II ...

Queridos amigos,
Foram duas noites inesquecíveis...
em breve partilharei mais pormenores com o registo fotográfico destes concertos!
Aqui vos deixo o cartaz oficial dos dois concertos de Homenagem ao nosso querido «Fontinhos», organizados pela Câmara Municipal do Porto, que lhe irá conceder em breve uma distinção da cidade!
Beijinhos!
Até amanhã!

quarta-feira, maio 28, 2008

A Norte...



Queridos Amigos,
nos próximos dias 29 e 30 de Maio, rumamos a Norte, na nossa viagem «À Flor da Pele», num contexto muito especial: em primeiro lugar, os concertos nos Auditórios do ISEP, dia 29, e de Aldoar, dia 30, sempre pelas 21,30, inserem-se na iniciativa da Câmara Municipal do Porto- «Porto, bairro a bairro», e em segundo, faremos um tributo muito especial ao nosso querido mestre José Fontes Rocha, que também nos irá brindar com a sua constante criatividade e brilhantismo, na sua cidade natal (que também o irá homenagear...)!
As entradas são gratuitas!!
Até Quinta e Sexta!
Beijinhos!

José Fontes Rocha, Lisboa, 2008 (fotografia de Célia Leiria).

INFORMAÇÕES ADICIONAIS AOS CONCERTOS:

Guitarra Portuguesa: Pedro Amendoeira

Viola de Fado: Pedro Pinhal

Contrabaixo e baixo acústico: Ricardo Cruz

Convidado Especial: José Fontes Rocha (Guitarra Portuguesa)



quinta-feira, maio 22, 2008

No dia 17 de Maio, a pioneira TV TEJO, a primeira Televisão Online do Ribatejo, foi ter connosco ao Centro Cultural do Cartaxo, onde conversámos com o jornalista Jorge Guedes um pouco sobre o passado, o presente e o futuro do nosso caminho!

Já se encontra disponível na secção VIDEOS EM DESTAQUE!

Aqui vos deixo a ligação para visualizar esta entrevista!

www.tvtejo.com

Beijinhos!

Obrigada...Cartaxo!

Queridos Amigos,

no passado dia 17 de Maio, no Centro Cultural do Cartaxo, vivemos momentos verdadeiramente emocionantes! Percorremos os "caminhos" do «À Flor da Pele (2006)», outros fados dos discos anteriores «Ao vivo em Lisboa (2005)», «Joana amendoeira (2003)», «Aquela Rua (2000) e «Olhos Garotos (1998)», assim como alguns clássicos do Fado, numa hora e meia de grande cumplicidade em palco, com os meus queridos "Pêpês" (Bravos!) e com o público que nos transmitiu uma enorme emoção!

Uma sala cheia de um público que nos acarinhou muito com o seu silêncio respeitador a par de reacções de extremo calor!

«Ah fadistas», como lhes chamei!

Muito obrigada pela vossa presença!
Até sempre!

Fotografias de Célia Leiria

Durante o ensaio de som...



Pedro Amendoeira



Pedro Pinhal



Paulo Paz

quinta-feira, maio 15, 2008

«À Flor da Pele» no Centro Cultural do Cartaxo


No próximo Sábado, 17 de Maio,
vou voltar ao meu querido Ribatejo, mais especificamente ao Cartaxo,
uma cidade a que estou muito ligada pelas minhas raízes familiares!
Faz parte do roteiro desta digressão nacional «À Flor da Pele»,
pisarmos pelas 21:30,
o palco do Centro Cultural do Cartaxo,
um espaço muito acolhedor, que já tive oportunidade de conhecer!
Como sempre será com muita emoção, com toda a alma e coração, que abraçaremos todos os que quiserem estar connosco,
neste dia especial ... numa segunda "casa"!
Aqui vos deixo este convite!
Até Sábado!

segunda-feira, maio 05, 2008

Completamente «à flor da pele» na Chamusca!

Na passada Quinta-Feira, 1 de Maio,
vivemos momentos inesquecíveis no concerto da Festa da Ascensão!
Foi uma imensa alegria ver mais de 2000 pessoas que quiseram partilhar connosco esta noite (... apesar do frio que se fazia sentir)!
Foi a estreia de um novo espectáculo, em que convidámos músicos de outras áreas musicais para se juntarem a nós, sob os arranjos do nosso querido João Godinho!
Foram de uma entrega fantástica!!
Muito obrigada a todos pela vossa entrega ao Fado!!
Durante o concerto apresentámos vários fados acompanhados de forma completamente tradicional, com os meus queridos «Pêpês»: Pedro Amendoeira, Pedro Pinhal e Paulo Paz, mas também houve alguns complementos de diferentes sonoridade noutros fados, maioritariamente do último disco «À Flor da Pele»!
Os elementos do Quarteto de Cordas são António Barbosa (violino), Paula Pestana (violino), Ricardo Mateus (Viola) e Paulo Moreira (violoncelo); no Quarteto de Sopros, Maria Rosa (flauta), Rui Travasso (clarinete), João Alves (trompa) e Carlos Alberto (trompete); na Percussão, o Betuk; e no Acordeão, o Filipe Raposo.
Numa homenagem à poesia fadista ribatejana, assim como às vozes fadistas chamusquenses, convidámos os fadistas João Chora, Silvina de Sá e Manuel João Ferreira para cantar, cada um, um fado de um poeta ribatejano, respectivamente, Pedro Barroso, Maria Manuel Cid e Manuel de Andrade, do qual cantei o Fado do Cartaz!
Estou igualmente muito grata a toda a equipa técnica que nos acompanhou, à Glória, ao Tó Pinheiro da Silva (som de frente), à Maria João Castanheira (som de palco) e ao Ricardo Pinto (Luzes)!
Muito obrigada a todos pelo vosso carinho!
Até breve Chamusca!!!
Fotografias de Célia Leiria

A apresentação de Raúl Caldeira










João Chora

Silvina de Sá

Manuel João Ferreira


















sábado, maio 03, 2008

Memórias da «Terra do Zeca»...

Queridos amigos,
aqui vos deixo algumas imagens captadas nos dois concertos «Terra do Zeca», em Águeda e Palmela, nos dias 24 e 25 de Abril, respectivamente, nos quais fui convidada a participar com o belíssimo projecto Terra d'Àgua, de Davide Zaccaria.
Foi uma experiência extremamente enriquecedora, em que tive a oportunidade de partilhar o palco com cantoras e músicos fantásticos!
Muito obrigada a todos!!
Até breve!!
E viva o Zeca!!


24 de ABRIL: Águeda: Teatro de São Pedro
Fotografias de autoria de MABA
mais informações: www.olhares.com/maba


A feliz partilha da música de Zeca Afonso com Nancy Vieira ...

... e Maria Anadon!


25 de ABRIL: Palmela: Teatro de São João
Fotografias Terra d'Água


A «viajar» em músicas como "Canção de Embalar", "Verdes são os Campos" ou "De Sal de Linguagem Feita"...

O dueto de voz e violoncelo, com o fantástico Davide Zaccaria no tema "Utopia"

A enorme alegria da partilha de "Venham mais cinco" com Diana Castro (a nova voz dos Terra d'Água) e Maria Anadon