quarta-feira, novembro 07, 2007

Corações ao alto de tanta emoção...



O concerto de dia 1 de Novembro, no Queen Elizabeth Hall, vai ficar marcado para sempre na minha memória por ter tido a oportunidade de viver momentos mágicos de puro Fado que aconteceram naquela noite, foi verdadeiramente um privilégio partilhar o palco com todas as minhas companheiras ( e companheiros músicos) e ... ouvir a sublime Beatriz e o vulcão Maria da Fé, encheu-nos a alma! Encheu-nos tanto que transbordaram lágrimas dos nossos olhos, nem os músicos resistiram a essa emoção em cima do palco!
-Particularmente obrigada pelos vossos «Deste-me um beijo e vivi» e «Valeu a Pena»!!!


Eu e a Raquel Tavares, companheira do fantástico passeio pelo centro de Londres.

Muito boa disposição nos momentos que antecederam o concerto!
José Luís Gordo, Aldina Duarte, Paulo e Raquel Tavares.




O momento de descompressão depois de tanta adrenalina vivida naquela noite, com os corações cheios de emoção, por se estar a viver um momento único que juntou gerações tão distintas, com uma sala esgotada por um público vibrante... até da parte dos músicos e fadistas não faltaram lágrimas de felicidade...
Ricardo Cruz, Eu, Hélder Moutinho, Beatriz da Conceição, Paulo Parreira, Aldina Duarte, Maria da Fé, Raquel Tavares, Luís Pontes, Mafalda Arnauth, Ramon Maschio.


Queridos amigos, até breve!

terça-feira, outubro 30, 2007

Concerto de Tenerife com entradas esgotadas






Joana Amendoeira y Nancy Vieira cuelgan el cartel de ‘no hay entradas’
Las cantantes ofrecerán el viernes el primero de sus conciertos

S.C. DE TENERIFE.– Las cantantes Nancy Vieira y Joana Amendoeira cuelgan el cartel de no hay entradas en los conciertos que ofrecerán el 19 de octubre y el 28 de noviembre, respectivamente, dentro de la programación del Otoño Cultural de CajaCanarias.
Las citas, que tendrán lugar en el Espacio Cultural de la entidad financiera dentro del apartado Músicas del mundo, han agotado las localidades varios días, incluso semanas, antes de las actuaciones, al igual que ocurrió en los conciertos de Luis Eduardo Aute, ya celebrado, y Ariel Rot, que tendrá lugar el 23 de noviembre.
Sin embargo, aún quedan localidades para las actuaciones de La Shica, el 30 de octubre; Federico Lechner, el 9 de noviembre, y Frank Morgan, el día 15 del mismo mes, que pueden adquirirse al precio de 5 euros en los terminales multiservicio de CajaCanarias y en el apartado de venta de entradas de la página web www.cajacanarias.es.
Nancy Vieira ofrecerá un concierto que mezcla las raíces portuguesas, caboverdianas, brasileñas y cubanas resumidas en su nuevo trabajo, Lus, mientras que Joana Amendoeira vendrá a Tenerife a presentar su último disco, titulado Á flor da pele, con el que la cantante de fado portuguesa se ha consolidado en el plano internacional haciendo giras por toda Europa y participando en los mejores teatros y festivales del mundo.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Reportagem no Correio de Domingo

SENHORAS FADISTAS

Seis vozes femininas, seis estilos, seis histórias de vida e carreira que se entrelaçam


Aldina Duarte, Maria da Fé, Raquel Tavares, Mafalda Arnauth, Beatriz da Conceição e Joana Amendoeira. Seis vozes femininas, seis estilos, seis histórias de vida e carreira que se entrelaçam. Na quinta-feira, o festival Atlantic Waves leva as muitas marés da canção nacional a Londres. O encontro de gerações, e o seu Fado, acontecem no palco do Queen Elizabeth Hall.
Se pudesse cantava dentro de uma caixa. Diz ela. O público, incapaz de descolar a presença da voz, dava tudo menos consentimento. E mesmo que as pedras da calçada não chorassem, as cordas da guitarra portuguesa gemeriam ‘sacrilégio’. Parece que brinca. Mas Aldina Duarte diz a verdade.
Porque a arte que acontece à média-luz de uma casa de fados não se compadece com mentiras. As surpresas não se explicam, acontecem. A maior de todas buliu-lhe sismicamente com a sina. “Conhecer Beatriz da Conceição foi um autêntico tremor de terra. Foi determinante para a minha vida de hoje. Tinha 24 anos, só conhecia os sucessos da Amália e do Carlos do Carmo. Nem sabia o que seria uma casa de fados. Quando ouvi aquela senhora cantar foi inesquecível.”
A incumbência de pré-entrevistar Beatriz da Conceição para um documentário nunca foi acabada.
Aldina sorveu a voz da veterana noites a fio durante três anos. Conversa puxou conversa até ver parida a tentação de cantar. “Não fui eu que a mandei!”, justificava ‘Bia’, ‘senhora dona’ que o mundo do Fado afagou com diminutivo. “Eu estava numa casa no Bairro Alto e ela começou a aparecer. Arranjei-lhe um bom guitarrista, um vestido, e mandei-a pôr-se toda bonita. Estava a principiar e fugia ao compasso. Agora já não foge, criou o seu próprio estilo”, gaba a sua grande referência. A sua e a de quase todas que celebram o encontro de gerações do fado, numa feliz coincidência de agendas sempre lotadas.
“Tenho 40 e um percurso algo isolado. Esta é a primeira vez em que vou fazer parte de um grupo. A Beatriz da Conceição e a Maria da Fé têm uma experiência riquíssima. Imagine-se o que estas mulheres tiveram que enfrentar a trabalhar à noite”, lembra Aldina.
DONA 'BIA'
Espectáculo é promessa que sucede à aventura. A viagem. Dona ‘Bia’ deixa recado a quem disputa a coxia.
Do alto dos 68 anos, põe e dispõe com voz grave e humor de recorte fino. “Já disse que não quero que se sentem ao pé de mim no avião! Vou com os meus rapazes, os guitarristas.”
A visada mor, Raquel Tavares, nem pensa em enfiar a viola no saco. “Chamo-lhe ‘formiguinha’ porque nunca está quieta!”, justifica Beatriz. Raquel não esconde a reverência que uma aprendiz sempre acusa. “Ainda fico muito ‘ó meu Deus, é a Beatriz!’. Quando tenho que cantar para ela é um drama!”
No princípio era o verbo e a perna bamba.
À noite, quando o fado é trabalho mas também conhaque de tanto gozo que dá, as mãos debitavam os caprichos do corpo da sua “grande referência”. “Tinha muitos tiques físicos dela. Nunca tive o intuito de imitar mas, inconscientemente, fazia aquilo. Chamavam-me ‘a Bia em ponto pequeno’!”.
Depois do verbo, um repertório próprio; 22 anos de vida. 17 entre o fado amador. A procissão da ‘escola’ que dá tarimba, diz quem sabe, ainda vai no adro. “Mal de nós se também não aprendêssemos todos os dias!”, lembra Beatriz, afastada há oito anos das casas de fado. “Querem mais novas...”, confessa, sem amargos de boca.
A idade é posto mas não perdoa. Vale que o castigo é brando e a energia abunda na veia de boémia. “Sou galdéria, gosto muito da noite e de ir ouvir as pessoas de quem gosto. Também ouço as antigas. Quando ouvi a Fernanda Maria e a Lucília do Carmo ao vivo, morri. Disse “vai lá para o raio que o parta que não estás cá a fazer nada! Mas a gente vai aprendendo”, assevera ‘Bia’.
Abençoada sangria alfacinha que há muito, muito tempo, a embriagou de coragem. “Ia fazer 22 anos e nunca tinha cantado. Vim passar uns tempos a Lisboa com um casal amigo e fomos aos fados à Márcia Condessa. Bebi um copo e comecei a fazer coros. Só tinha cantado no Porto a lavar a louça e o chão. Depois nunca mais parei.” Primeiro cachet “70 escudos. Pouco, muito pouco...”.
Seguiu-se a casa Viela. E a saudosa Revista. “Fiz umas coisas a representar mas gostava era de ir para os fados!” Leia-se, o fervor na costela de morcego e esqueleto inteiro de tertuliano. “Quando nós, fadistas, falamos sobre o Fado nunca passamos da cepa torta!”, garante Raquel.
JOANA AMENDOEIRA
Mas o chão delas dá uvas. A amizade também tem sumo. Não é a primeira vez que as ondas do Atlantic levam Joana Amendoeira a Londres.
Olhos muito verdes, 25 anos reservados, sorriso fácil que “sem saber muito bem porquê” pegou o Fado de jeito. A escalabitana de gema conhece bem a mais saída da casca. “Eu e a Raquel crescemos muito depressa!
Desde pequena que tenho muita afinidade com as pessoas mais velhas”. Joana inspira-se, claro. E inspira. As novas fornadas que se vão abeirando do Fado num movimento perpétuo. “O Fado está em evolução constante, já não é de ‘faca e alguidar’. É estranho, com a nossa idade, sermos referência de alguém. Às vezes encontro algumas pessoas que dizem que estão sempre a ouvir os meus fados. É fantástico!” Tão ou mais extasiante é actuar. “É uma adrenalina muito grande mas quando começamos a cantar isso desvanece-se. Na casa de fados sentimos as pessoas a respirar. Nos espectáculos, em palco, temos que chamar o público de outra forma”.
Por ‘tu’. Chamam-no na segunda pessoa, mesmo que jurem a pés juntos e firmes na terra que falta muito para encurtar a distância de um deferente ‘você’.
“Tenho 33, se tivesse já descoberto toda a essência do meu fado o que é que faria nos próximos 30?”, interroga-se Mafalda Arnauth. “Prefiro investir no futuro para saber para onde vou. Continuo cá com o meu universo.” Um universo onde cabe todo o Fado. O fado dela. “É uma amálgama que me realiza bastante. Purista, não sou...”
Pode juntar-se ao grupo. À mancha preta com os seus retalhos de cor e detalhes que pontuam a diferença. No final, sobra o grande imponderável que lhe ceifou o curso de Veterinária. “É a maior piada da minha vida... muito séria. Numa praxe da faculdade obrigam-me a cantar o ‘Cheira bem, cheira a Lisboa’.
Foi tão natural que me obrigaram a ir para casa aprender mais! Em seis meses a minha vida transformou-se.”
Virou perfume, no meio dos muitos cheiros que separam e unem os fados de todas elas. “De cada uma tinha uma referência. Curiosamente, a primeira pessoa que conheci nos fados foi a Joana Amendoeira.
A Maria e a Beatriz são duas grandes referências. Os seus sucessos têm uma carga brutal de história, de uma época em que as pessoas se sentavam para compor e em que uma zaragata, uma amizade, dava inspiração.” A natureza baila-lhe no jeito alegre que quer levar “o nosso choro” até Londres. “Tenho uma sensação de flutuação em palco. Ou está lá a emoção e a verdade...ou é mentira”, diz Mafalda.
Não era mentira mas pura metáfora, garante Maria da Fé. Cantar até que a voz lhe doa, nem pensar. “Vou cantar até gostar de me ouvir. Sou muito perfeccionista. As pessoas exigem mais de quem anda cá há muitos anos.”
São 65. A cantar desde os 9. ‘Carreira’ é coisa que se apanha depois de bilhete comprado. Chama-lhe ‘arte’. Porque “Deus assim quis”. E porque a mãe permitiu que trocasse a Invicta pela capital, onde se reza a vida a cantar. “Ela sabia que havia qualquer coisa lá em cima que me ia ajudar. Vim tirar a minha carteira profissional. Sou Maria da Conceição e não podia ter um nome artístico igual a ninguém”, recorda. ‘Maria da Sé’ foi alvitre de pouca dura. O monumento vergou-se ao sentimento: ‘Maria da Fé’.
O estilo, esse constrói-se. E a fadista acontece, como o Fado, hoje com dignidade renovada e caminho menos agreste para quem se aventura. “Esta revoada de gente que canta sem receios é muito bom.
Antigamente, se não cantasse à noite numa casa de fados não tinha dinheiro para comer.” Tudo leva o seu tempo. “A Beatriz agora diz que sou a Piaf do Fado! Gostamo-nos muito. Ela até me pôs o apelido de ‘Rateira’, porque vejo tudo!” Mas em terras de Sua Majestade a visão promete perder para esse sexto sentido que o Fado coroou. A alma. Porque tudo isto o é.
A BOA ONDA DA TRADIÇÃO E INOVAÇÃO
O ‘Atlantic Waves’, festival de música portuguesa organizado pela Fundação Gulbenkian, volta a animar a capital inglesa . A edição deste ano aposta no Fado, na guitarra e na música electrónica. As vozes do fado no feminino escutam-se dia 1 no palco do Queen Elizabeth Hall, acompanhadas de Ricardo Cruz (viola baixo), Luís Pontes (guitarra clássica) e Paulo Parreira (guitarra portuguesa). . No dia 2, o St. Giles Cripplegate acolhe os guitarristas António Chaínho, Custódio Galego e Ricardo Parreira. Os cruzamentos mais improváveis da electrónica e seus derivados acontecem na discoteca Cargo.
Suplemento do Correio da Manhã, Correio de Domingo, 28/10/2007.

Jornalista: Maria Ramos Silva
Fotografia: Rui Vasco

quinta-feira, outubro 25, 2007

ENCONTRO DE GERAÇÕES EM LONDRES





Thursday 1 November 2007 ● 7.30pm ● £25, £20, £15Queen Elizabeth Hall, South Bank Centre, London SE10870 160 2515 ● www.rfh.org.uk

The Grand Divas of Fado

● Beatriz da Conceição uk premiere
● Maria da Fé uk premiere
● Mafalda Arnauth
● Aldina Duarte uk premiere
● Joana Amendoeira
● Raquel Tavares uk premiere

Atlantic Waves launches this year's festival with a celebration of mesmerizing voices, recreating a Portuguese traditional Grand Fado Night.
A traditional fado combo of virtuosic players – Ricardo Cruz (double bass), Luis Pontes (classical guitar) and Paulo Parreira (Portuguese guitar) – accompanies all six singers.

terça-feira, outubro 23, 2007

Muitos Parabéns Amigos Elvenses!!!









Foi uma noite muito bonita, a que vivemos no Sábado à noite, na Gala do 1º Aniversário do Coliseu José Rondão de Almeida!! Divertimo-nos muito em cima do palco, partilhando a nossa emoção com as mais de 5000 pessoas presentes na sala!! A meu lado estiveram o meu mano Pedro Amendoeira, o Pedro Pinhal e o Nando Araújo!
Sem dúvida, este espaço multifacetado irá continuar a acolher grandes concertos e espectáculos, preservando e contribuindo para a divulgação da nossa cultura não só, junto do público português, mas também do público espanhol!
Muitos parabéns!
Até sempre, Elvas!

segunda-feira, outubro 15, 2007

Gala do 1º Aniversário do Coliseu de Elvas




Coliseu de Elvas assinala aniversário com gala

A autarquia de Elvas vai realizar no próximo dia 20, pelas 21 horas, a Gala do 1º Aniversário do Coliseu José Rondão Almeida, em Elvas.
Com esta gala a Câmara pretende homenagear a população activa do Concelho, sendo que as "entradas no Coliseu vão ser feitas através de convites, para o que os interessados se devem inscrever no seu local de trabalho. Após essa inscrição, cada pessoa vai receber o convite personalizado com o talão de entrada para o lugar marcado na sala de espectáculos", adianta o município elvense.

A apresentação do evento vai estar a cargo de Sónia Araújo, que apresenta também a Praça da Alegria na RTP, e do programa constam um desfile de Moda Internacional, com produção de Carlos Castro; musicais da Broadway e West End, com o grupo "Sons em Cena".

Para além disso, está ainda previsto um espectáculo de fado, com Joana Amendoeira que apresenta neste espectáculo o seu novo trabalho discográfico "À Flor da Pele" e a actuação da orquestra Toca a Rufar.

O programa fica completo com sevilhanas e coro de flamengo com o "Raya Real" e bailado, com a Academia de Dança de Elvas e elementos da Companhia Nacional de Bailado.
Informação:

segunda-feira, outubro 08, 2007

Retrospectivas III: Mosteiro dos Jerónimos




No passado dia 26 de Setembro tive a experiência de cantar pela primeira vez numa das nossas maravilhas arquitectónicas, o Mosteiro dos Jerónimos, e se não me falha a memória, na mesma sala em que tive o privilégio de conhecer a nossa grande diva Amália Rodrigues, e receber um autógrafo seu, aquando do lançamento do seu livro de poesia, Versos, em 1997.
O fotojornalista Manuel A. Lopes captou alguns dos momentos dessa noite e gentilmente cedeu algumas fotografias para partilhar convosco!













Fotografias de Manuel A. Lopes.

Beijinho e até breve!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Retrospectivas II: Palácio de Queluz




Caros Amigos,
aqui vos deixo algumas lembranças da passada noite de 16 de Setembro, no Palácio de Queluz.
Como sempre, tive a meu lado os meus queridos mano Pedro, o Paulo e o Pedro num espectáculo pleno de emoção e partilha entre nós e o público, que incluía pessoas de várias nacionalidades...
Aqui deixo um profundo agradecimento por «tudo o que nos deram»...
Até breve!




















Fotografias de Célia Leiria.






terça-feira, setembro 25, 2007

A «Banda Sonora» das nossas vidas...


Após na participação no novo «Portugal no Coração», da RTP 1, na passada Sexta-Feira, surgiu mais um desafio... o convite de Nuno Infante do Carmo, para o seu programa diário «Banda Sonora», que irá ser transmitido durante esta semana, sempre às 23h, no Rádio Clube Português.

Um grande desafio...escolher para duas horas de programa, que são repartidas em dois dias consecutivos, os músicos, os cantores, os géneros, enfim...as músicas da nossa vida! Sem dúvida precisava de mais umas horas para resumir tudo o que gosto de ouvir...


Boas músicas.... Até breve!